Resumo da Notícia
Todo começo ano traz a mesma rotina para milhões de motoristas: organizar as contas e quitar o IPVA. Em meio à divulgação de prazos e regras pelos estados, cresce também um outro movimento silencioso, que não aparece nos boletos oficiais — o avanço dos golpes digitais ligados ao imposto.
Com a chegada do IPVA 2026, autoridades e especialistas em segurança alertam para uma onda de fraudes espalhada por vários estados. Golpistas têm explorado a pressa e a desatenção dos contribuintes para desviar pagamentos por meio de sites falsos e links enganosos que imitam portais públicos.
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Levantamentos apontam que ao menos cinco estados já registraram vítimas, entre eles Rio Grande do Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina. Só recentemente, mais de uma dezena de páginas fraudulentas foi identificada, todas com endereços semelhantes aos de Detrans e Secretarias da Fazenda.
O golpe costuma seguir um roteiro bem ensaiado. A vítima recebe um link por mensagem, anúncio patrocinado ou rede social e é levada a uma página clonada. Ao informar dados como placa ou Renavam, o site exibe informações reais do veículo, reforçando a falsa sensação de segurança.
Na etapa final, surge a promessa do desconto e a exigência de pagamento imediato, quase sempre via Pix por QR Code. O valor, no entanto, não vai para os cofres públicos, mas para contas de terceiros, usadas como intermediárias para dificultar o rastreamento do dinheiro.
Segundo especialistas, os criminosos adaptam o visual das páginas conforme o estado do contribuinte, usando siglas, cores e termos regionais. O nível de sofisticação aumentou, com o uso de técnicas avançadas e até inteligência artificial para tornar os sites praticamente idênticos aos oficiais.
As Secretarias da Fazenda reforçam que o IPVA não é cobrado por links enviados por mensagens ou e-mails. O pagamento deve ser feito apenas em canais oficiais, digitando o endereço no navegador ou usando aplicativos governamentais e bancários autorizados, sempre conferindo o destinatário antes de concluir o Pix.
Caso o contribuinte perceba que caiu em um golpe, a orientação é agir rápido: avisar o banco, tentar acionar o mecanismo de devolução do Pix e registrar um boletim de ocorrência. Embora o Estado atue para derrubar páginas falsas, a principal defesa ainda é a atenção redobrada na hora de pagar o imposto.


