Geely EX5 encara -25 °C e mantém 92% de eficiência com bateria de alumínio

Descubra como a nova bateria de alumínio do Geely EX5 EV desafia o frio extremo, mantendo alta eficiência e recarga rápida em testes reais na China.
Geely EX5 encara -25 °C e mantém 92% de eficiência com bateria de alumínio
Crédito da imagem: Divulgação

Resumo da Notícia

O avanço dos carros elétricos sempre esbarra no mesmo obstáculo quando o inverno aperta: o frio extremo. Em 2026, a Academia Chinesa de Ciências colocou essa limitação à prova ao testar uma nova bateria em condições reais de congelamento no norte da China. O objetivo é simples e ambicioso: garantir desempenho estável mesmo muito abaixo de zero.

O experimento ocorreu na província de Heilongjiang, onde os termômetros marcaram -25 °C. Após 24 horas exposto ao frio, o veículo iniciou os testes urbanos mantendo mais de 92% de eficiência de descarga. Na recarga, alcançou 90% da capacidade em cerca de 20 minutos, mesmo sob baixa temperatura.

Geely EX5 encara -25 °C e mantém 92% de eficiência com bateria de alumínio
Crédito da imagem: CAS

A bateria foi instalada no Geely Galaxy E5, vendido fora da China como Geely EX5 EV. Trata-se de um SUV elétrico de produção, com presença em mercados como Reino Unido e Austrália. Isso significa que o teste não ficou restrito ao laboratório, mas ganhou as ruas em um modelo já comercializado. O SUV elétrico Geely EX5 já havia sido lançado no Reino Unido com preço competitivo.

O diferencial técnico está no ânodo de alumínio com elementos de liga, desenvolvido para ampliar a mobilidade iônica e preservar a densidade energética. Em laboratório, os dados indicam estabilidade entre –70 °C e +80 °C. O sistema de gestão térmica ainda dispensou aquecimento adicional, controlando o calor de forma eficiente durante a recarga.

Em geral, baterias de íon-lítio perdem capacidade de forma acentuada abaixo de -20 °C. Por isso, a China tem acelerado pesquisas com novas químicas, como soluções à base de alumínio, íon-sódio e até protótipos de estado sólido. A meta é reduzir a perda de autonomia e tornar o uso em regiões geladas mais previsível.

Em outra frente, um relatório da CarNewsChina revelou que a própria academia testou uma bateria de estado sólido-líquido a -34 °C. Nesse caso, o ensaio foi em laboratório e mostrou retenção de cerca de 85% da capacidade nominal. Embora promissor, o cenário ainda difere das condições reais enfrentadas nas ruas.

Somados, os dois estudos indicam que o desempenho em frio extremo deixou de ser apenas promessa. A tecnologia à base de alumínio, inclusive com pedidos de patente em andamento, desponta como candidata também para armazenamento em redes inteligentes. Agora, os próximos passos envolvem integração e validações adicionais antes de uma adoção mais ampla na indústria automotiva.

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