Resumo da Notícia
Num momento em que a indústria automotiva acelera rumo a soluções cada vez mais ousadas, a Geely surge com uma proposta que extrapola o conceito tradicional de mobilidade elétrica. A marca chinesa aposta em tecnologias capazes de transformar a relação entre carro e espaço urbano. O EX5, escolhido como vitrine dessa virada, sintetiza essa ambição.
A montadora apresentou recentemente uma unidade de direção desenvolvida internamente, capaz de movimentar cada roda de forma independente. O sistema permite manobras improváveis na lógica automotiva convencional, como girar o veículo sobre o próprio eixo. Esse avanço também facilita entradas e saídas em vagas apertadas.
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O recurso também inaugura o modo “caranguejo”, no qual o carro se desloca lateralmente, ampliando o controle em trechos urbanos complexos. Segundo representantes da marca, a tecnologia melhora a estabilidade em pisos escorregadios e sob ventos fortes. Ainda não há previsão de adoção em veículos de produção em larga escala.
O protótipo mostrado pela Geely integra quatro unidades de tração diretamente nas rodas, solução que potencializa o giro de 90 graus em todos os eixos. O vídeo divulgado pela empresa mostra o EX5 executando manobras que seriam inviáveis em sistemas tradicionais. A demonstração reforça a aposta na condução omnidirecional.
A estrutura escolhida para abrigar a inovação é o crossover elétrico EX5, construído sobre a plataforma modular GEA. O modelo mede 4.615 mm de comprimento, 1.901 mm de largura e 1.670 mm de altura, com entre-eixos de 2.750 mm. Ele utiliza motor elétrico dianteiro de 160 kW, alimentado por bateria de 60,2 kWh.
Essa configuração oferece autonomia aproximada de 430 km no ciclo WLTP, consolidando o EX5 como peça-chave da estratégia internacional da Geely. Na China, ele é comercializado como Galaxy E5, com preços entre 107.800 e 179.800 yuans ( R$ 83 mil e R$ 138 mil). Em alguns mercados, o mesmo veículo é produzido pela Proton, sob o nome eMas 7.
A adoção da direção de 90 graus, porém, pode ter custos práticos para o espaço interno. As caixas de roda traseiras parecem ter sido ampliadas para acomodar o sistema, reduzindo a área útil da cabine. Há suspeitas, levantadas pelo CarNewsChina, de que os bancos traseiros do protótipo tenham sido removidos.
Outro detalhe curioso é que o controle da nova unidade de direção pode ser feito por uma luva especial apresentada pela marca. A Geely afirma que, futuramente, a tarefa deverá ser transferida para smartphones e smartwatches. A ideia é permitir que o proprietário movimente o carro externamente com precisão milimétrica.


