Resumo da Notícia
O fim de uma política que sustentou por mais de uma década a compra de carros eletrificados mudou o humor do mercado chinês logo na largada do ano. Sem a isenção fiscal, janeiro foi marcado por concessionárias mais vazias e números bem mais modestos. O ranking dos dez elétricos mais vendidos sentiu o baque e trouxe uma configuração diferente da vista no fim de 2025.
A liderança seguiu com o Geely Xingyuan, que somou 29.007 unidades, mesmo com queda de 19% sobre dezembro. Ainda assim, foi o único modelo a se manter com folga no topo em meio à retração geral. A marca aposta em incentivos pontuais, como bônus e subsídios, para tentar frear a desaceleração que se arrasta desde setembro.
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Logo atrás apareceu o MG4, com 10.007 unidades e salto da sexta para a segunda posição. O hatch ganhou espaço com o visual renovado, dimensões generosas e a oferta inédita de bateria semi-sólida na faixa dos 100 mil yuans. Resta saber se a nova tecnologia, ainda recente no mercado, será suficiente para sustentar o fôlego nos próximos meses.
O tombo mais rumoroso foi do Wuling Hongguang MINIEV, que caiu para 7.133 unidades — retração de 75% e, pela primeira vez, abaixo das 10 mil vendas mensais. A marca tem concentrado esforços em outros produtos, enquanto o compacto parece esperar por uma reviravolta. O cenário mostra que nem os antigos campeões estão imunes ao novo ciclo do setor.
Na mesma esteira vieram o Wuling Bingo S, com 6.077 unidades, e o tradicional BYD Dolphin, que vendeu 5.699 carros e manteve a quinta colocação. O Dolphin já superou 1 milhão de unidades acumuladas, mas agora enfrenta concorrência mais agressiva. A possível adoção de sensor LiDAR em versões acessíveis sinaliza a tentativa da BYD de oferecer mais tecnologia por menos.
O também conhecido BYD Seagull fechou janeiro com 5.329 unidades, desempenho 70% inferior ao mês anterior. Apesar da queda, o modelo segue ampliando presença internacional e colecionando prêmios na Europa. A estratégia para 2026 deve incluir mais recursos de assistência ao motorista para reforçar o apelo no segmento de entrada.
Entre os demais, o Jihu T1 somou 4.239 unidades após meses acima das 10 mil vendas, enquanto o Firefly registrou 2.737 carros e aposta em expansão global, com meta de chegar a 40 países até o fim de 2026. O Wuling Bingo vendeu 2.620 unidades, refletindo perda de espaço para o irmão maior.
Fechando a lista, o AION UT reapareceu com 2.200 unidades, apoiado em versões com bateria intercambiável e preço competitivo. No conjunto, janeiro deixou claro que o mercado de elétricos vive uma transição delicada. Com incentivos menores e concorrência intensa, espaço, tecnologia e preço voltam a ser decisivos para conquistar um consumidor mais cauteloso.Geely


