Resumo da Notícia
A decisão da Geely de iniciar a produção do EX2 fora da China marca mais do que a simples expansão de um modelo elétrico. Trata-se de um movimento industrial calculado, que reposiciona o carro dentro da estratégia global da marca. O início da montagem na Indonésia sinaliza uma nova etapa para um veículo que já provou sua força no mercado.
O EX2 passou a ser montado localmente pela Handal Indonesia Motor, em Purwakarta, após uma fase de testes iniciada em 2025. A fábrica tem capacidade para produzir cerca de 60 veículos por dia e já responde por três modelos da marca. O índice de conteúdo local alcança 46,5%, com destaque para as baterias fornecidas pela Gotion Indonesia.
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Segundo a Geely, a nacionalização reduz custos, atende às exigências do governo indonésio e cria uma base industrial regional. Hoje, o EX2 divide a linha de produção com o EX5 e o Starray, em versões elétrica e híbrida plug-in. Para a montadora, é a consolidação de uma operação que deixa para trás a dependência de importações.
O interesse do mercado acompanha esse avanço. Desde a abertura das reservas, em novembro, o EX2 já superou mil encomendas no país asiático. Os preços partem de valores equivalentes a cerca de R$ 73 mil em ações promocionais, bem abaixo do praticado no Brasil com o modelo importado.
Tecnicamente, o carro mantém o conjunto já conhecido: plataforma GEA, motor traseiro de 116 cv, bateria de 40,8 kWh e autonomia de até 395 km pelo ciclo NEDC. A mudança, portanto, não está no produto, mas no papel estratégico que ele passa a ocupar. O EX2 deixa de ser um elétrico regional para assumir status de modelo global.
Na China, esse protagonismo já é realidade. Em 2025, o EX2 — vendido como Xingyuan — foi o carro mais emplacado do país, superando inclusive modelos a combustão. No Brasil, mesmo importado, fechou dezembro como o terceiro elétrico mais vendido, atrás apenas dos BYD Dolphin.
Esse desempenho ajuda a explicar por que o EX2 começa a ser visto como candidato natural a uma futura produção local. Com a parceria entre Renault e Geely no Paraná, prevista para 2026, o caminho está aberto. O que hoje é um movimento industrial na Indonésia pode ser, amanhã, o próximo passo da marca no mercado brasileiro.



