Resumo da Notícia
O governo federal estuda elevar a mistura de etanol na gasolina de 30% para até 35%, seguindo a Lei do Combustível do Futuro, sancionada em outubro de 2024. A medida busca reduzir a dependência do petróleo importado, ampliar o uso de fontes renováveis e acelerar a descarbonização da frota brasileira.
Para avaliar a viabilidade técnica, o Ministério de Minas e Energia (MME) estruturou uma rede nacional de pesquisa envolvendo universidades e institutos de tecnologia. O investimento previsto é de R$ 30 milhões ao longo de três anos, com testes laboratoriais e análises em motores e veículos.

A proposta não será aplicada de imediato. Primeiro, o MME precisa comprovar a segurança e desempenho das novas misturas ao Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). Serão testados desde carros antigos carburados até veículos modernos com injeção direta.
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O programa “Política com Ciência”, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, coordena os estudos sobre gasolina com até 35% de etanol (E35) e diesel com até 25% de biodiesel (B25). Os testes incluem análises físico-químicas, monitoramento de qualidade e desempenho em motores.
Especialistas destacam que a frota brasileira, com mais de 80% de veículos leves flex, favorece a adoção do etanol. Além do benefício ambiental, o aumento da mistura pode elevar a octanagem da gasolina e melhorar a eficiência térmica em motores de alta compressão.
A iniciativa reúne instituições como ANP, UFMG, IPT, IMT, INT, LACTEC, UFG, UFRJ e UFRN, garantindo uma avaliação científica ampla. Os dados gerados servirão de base para decisões regulatórias e políticas públicas sobre combustíveis e matriz energética.
A pressão pelo aumento da mistura também é motivada pela alta do petróleo no mercado internacional, resultado do conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã. O governo avalia medidas complementares, como desoneração do biodiesel e estímulo à produção nacional de biocombustíveis.
Enquanto isso, políticas de ajuste de preços já foram adotadas, como redução de PIS/Cofins sobre diesel e subvenções estaduais. O objetivo é proteger motoristas, evitar greve de caminhoneiros e garantir segurança energética, com decisões fundamentadas em estudos científicos robustos.
