Resumo da Notícia
Em meio à corrida por soluções mais acessíveis para veículos elétricos, a GAC Aion aposta em um caminho diferente: separar o custo do carro do da bateria. A estratégia ganha força com o lançamento do RT Super, um sedã que chega ao mercado chinês com foco em reduzir o preço de entrada e ampliar o alcance dos elétricos entre novos consumidores.
O modelo foi desenvolvido com base na tecnologia de troca de baterias da CATL planeja expandir seu sistema de troca de baterias para veículos elétricos na Europa, chamada Choco-SEB. Nesse formato, o cliente compra apenas o carro e aluga a bateria, o que permite um valor inicial mais baixo, partindo de 88.800 yuans (cerca de US$ 13 mil). A proposta tenta eliminar uma das principais barreiras de entrada no segmento.
Não perca nada!
Faça parte da nossa comunidade:
Na prática, o sistema permite substituir a bateria descarregada por outra cheia em apenas 99 segundos nas estações da rede Choco. Além disso, o RT Super também aceita recarga rápida convencional, levando cerca de 26 minutos para ir de 30% a 80%, oferecendo mais flexibilidade ao usuário no dia a dia.
Com dimensões de sedã médio, o modelo mede 4,86 metros de comprimento e tem entre-eixos de 2,77 metros. Debaixo do capô, traz um motor elétrico de 150 kW, suficiente para acelerar de 0 a 100 km/h em 7,5 segundos, desempenho compatível com a proposta urbana e familiar do carro.
A bateria fornecida pela própria CATL tem capacidade de 54 kWh e garante autonomia de até 505 quilômetros. Vale destacar que, diferentemente de marcas como a Nio, o RT Super não oferece a opção de compra do veículo com a bateria inclusa — o aluguel é parte central do modelo de negócios.
Por dentro, o sedã aposta em tecnologia para atrair consumidores mais conectados. O sistema ADiGO 6.0 comanda o cockpit inteligente, enquanto a integração com o HiCar 4.0, da Huawei, amplia a conectividade com smartphones. A marca ainda oferece benefícios como garantia vitalícia e pacote de dados permanente.
O lançamento também reforça os planos ambiciosos da CATL, que pretende expandir rapidamente sua rede de troca de baterias. A empresa projeta mais de 3.000 estações até 2026 e, no longo prazo, fala em até 30 mil pontos, abrindo espaço inclusive para parcerias com outras montadoras, como a Arcfox, em um ecossistema que ainda está em plena construção na China.

