A nova fase da Ford na região ganha contornos mais claros com o anúncio da Ranger Híbrida Plug-in flex, projeto que simboliza o avanço da engenharia brasileira e a aposta da marca em diferentes caminhos para a eletrificação.
A novidade une tecnologia global, desenvolvimento local e uma estratégia que pretende ampliar as opções de propulsão para os consumidores da América do Sul. É um movimento que reposiciona a empresa no debate sobre mobilidade do futuro.
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A decisão de adotar motor flex, desenvolvido especialmente para o mercado brasileiro, coloca a Ranger PHEV como a primeira picape híbrida plug-in da região com essa configuração O trabalho está sendo conduzido pelo time técnico instalado no Centro de Desenvolvimento e Tecnologia de Tatuí, interior paulista, que acaba de inaugurar novas instalações para suportar o projeto. É o retorno da Ford ao universo dos motores flex após Ka e EcoSport.
O novo propulsor marca também a retomada de investimentos da marca em engenharia nacional, fortalecendo a estrutura que havia sido reduzida após o fim da produção local em 2021. Segundo André Oliveira, diretor de Programas Veiculares da Ford América do Sul, modernizar Tatuí é essencial para acelerar o ciclo de desenvolvimento e elevar o nível de eficiência. Hoje, equipes da região cuidam de três das oito famílias de motores da Ford no mundo.
A Ranger híbrida flex será produzida na América do Sul a partir de 2027 e chegará como o terceiro modelo eletrificado da Ford no Brasil, depois do Fusion Hybrid e da Maverick Hybrid. Além do desempenho aprimorado e da proposta de eficiência, o modelo terá o sistema Pro Power Onboard, capaz de transformar a picape em fonte de energia para ferramentas ou equipamentos — recurso voltado ao uso profissional e ao lazer.
A ampliação do Centro de Tatuí inclui dois novos prédios: o Ford Academy, dedicado a treinamento e disseminação de conhecimento, e o Centro de Diagnóstico Avançado de Engenharia, conectado diretamente às pistas de testes.
Com essa estrutura, engenheiros conseguem coletar e analisar dados em tempo real, compartilhando-os com bases globais para ajustes rápidos de hardware e software. O objetivo é encurtar etapas e elevar a qualidade dos projetos.
O Brasil hoje é um dos nove polos globais de desenvolvimento de produtos da Ford, com mais de 1.500 profissionais responsáveis por um terço de todas as funcionalidades presentes nos veículos da marca. Tatuí, referência há 45 anos, conta com 60 km de pistas, laboratórios completos e capacidade para mais de 440 tipos de testes, cobrindo durabilidade, segurança, calibração segundo padrões internacionais.
Além de São Paulo, a Ford também expande o Centro de Desenvolvimento e Tecnologia da Bahia, instalado no Cimatec Park, em Camaçari, que ganhará um novo prédio para engenharia no próximo ano.
A Ranger PHEV produzida na Argentina terá sua configuração final revelada mais perto do lançamento, agregando versões híbridas e a gasolina à atual gama movida exclusivamente a diesel — reforçando o plano da marca de oferecer múltiplas soluções ao consumidor.



