Resumo da Notícia
A Ford voltou a mexer suas peças no tabuleiro da eletrificação global. Diante de um mercado menos previsível para carros 100% elétricos, a montadora americana avalia novas alianças para sustentar sua estratégia, agora mais focada em veículos híbridos e soluções de custo mais competitivo.
Nesse contexto, a empresa negocia uma possível parceria com a chinesa BYD para o fornecimento de baterias destinadas a modelos híbridos. As conversas, reveladas pelo Wall Street Journal, ainda estão em andamento e envolvem o abastecimento de fábricas da Ford fora dos Estados Unidos.
Não perca nada!
Faça parte da nossa comunidade:
A movimentação ocorre em meio a uma revisão profunda dos planos da Ford para veículos elétricos. Com a desaceleração da demanda, a companhia estima custos de até US$ 19,5 bilhões ligados à área e decidiu reduzir o ritmo dos investimentos em elétricos puros.
A relação entre Ford e BYD, porém, não é nova. Desde 2020, a montadora americana utiliza baterias da chinesa em veículos produzidos por sua joint venture com a Changan, na China, além de já empregar componentes da subsidiária Findreams em modelos híbridos plug-in.
Recentemente, essa cooperação ganhou novo fôlego com o lançamento do Bronco elétrico no mercado chinês. As versões EREV e BEV do SUV utilizam baterias Blade da BYD, reforçando a presença da fornecedora no portfólio da Ford no país asiático.
Enquanto isso, a Ford acelera a expansão de sua linha híbrida global. As vendas desses modelos cresceram 18% no último trimestre do ano passado, somando cerca de 55 mil unidades, o que aumenta a demanda por baterias adaptadas a esse tipo de propulsão.
Do outro lado da mesa, a BYD chega às negociações com escala, custo competitivo e forte domínio tecnológico. A empresa é a segunda maior fornecedora de baterias da China e vem ampliando sua produção para mercados como Europa, Sudeste Asiático e Brasil.
Se o acordo avançar, a Ford passará a ter acesso direto à tecnologia da maior montadora chinesa, alinhando-se ao plano de fazer com que veículos híbridos, híbridos plug-in e elétricos representem metade de suas vendas globais até 2030. Ainda assim, fontes ouvidas pelo jornal alertam que as tratativas seguem abertas e podem não resultar em contrato.

