Fim do pedágio mais caro do Brasil em São Paulo é confirmado

Descubra como o Sistema Anchieta-Imigrantes em São Paulo vai mudar a cobrança de pedágio a partir de 1º de julho, com a chegada do free flow e a divisão da tarifa.
Fim do pedágio mais caro do Brasil em São Paulo é confirmado
Crédito da imagem: Reprodução/Ecovias

Resumo da Notícia

A forma de pagar pedágio em uma das rodovias mais movimentadas do país está prestes a mudar. A partir de 1º de julho, o Sistema Anchieta-Imigrantes, em São Paulo, adota um modelo eletrônico que promete dar mais fluidez ao trânsito e reorganizar a cobrança. Na prática, o motorista verá menos filas e um sistema mais moderno, sem as tradicionais paradas nas praças.

Com a implantação do chamado free flow, as cancelas deixam de existir e dão lugar a pórticos inteligentes instalados ao longo da via. Esses equipamentos fazem a leitura automática das placas ou das TAGs dos veículos, registrando a passagem sem exigir redução de velocidade. A cobrança passa a ser feita de forma digital, conforme o uso da rodovia.

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Fim do pedágio mais caro do Brasil em São Paulo é confirmado
Crédito da imagem: Reprodução/Ecovias

A mudança também altera a lógica do valor pago. Hoje, quem desce a serra rumo ao litoral paga R$ 38,70 de uma só vez, enquanto o retorno é gratuito. A partir de julho, a tarifa será dividida: R$ 19,35 na ida e o mesmo valor na volta, de acordo com o trecho percorrido.

Com isso, o sistema deixa de concentrar a tarifa mais alta do país em um único ponto. A cobrança passa a ser distribuída entre os dois sentidos, o que reduz o impacto imediato no bolso, ainda que o valor total permaneça o mesmo. Na prática, o título de pedágio mais caro do Brasil deixa de ser associado ao trecho.

Para quem busca economizar, haverá alternativas. Motoristas que seguem pelo litoral sul poderão, por exemplo, retornar utilizando a Régis Bittencourt (BR-116), evitando uma das tarifas. A estratégia depende do trajeto escolhido e pode ajudar a reduzir o custo final da viagem.

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Mesmo com a modernização, as estruturas físicas das atuais praças não serão removidas de imediato. Elas devem permanecer por um período para dar suporte à Operação Comboio, especialmente em situações de tráfego intenso na serra. A demolição definitiva só ocorrerá após a implementação completa do novo modelo.

A mudança faz parte de um pacote mais amplo de melhorias no sistema viário. Entre os próximos passos está a construção da terceira pista da Imigrantes, com investimento estimado em R$ 8 bilhões e previsão de início das obras no segundo semestre de 2026. A expectativa é ampliar a capacidade da via e tornar mais eficiente a ligação entre a capital e o litoral paulista.

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