Ferrari reivindica marca “Luce” no mundo, mas esbarra em domínio da Mazda no Japão

Primeiro carro elétrico da Ferrari deve custar cerca de R$ 3 milhões
Crédito da imagem: Ferrari

Resumo da Notícia

  • Ferrari e Mazda disputam o uso do nome "Luce", previsto para um novo carro elétrico da Ferrari.
  • A Ferrari registrou o nome em 2025 junto à Organização Mundial da Propriedade Intelectual, garantindo proteção internacional.
  • A Mazda conseguiu registrar "Luce" no Japão, aproveitando que a Ferrari não havia protegido o nome no país.
  • "Luce" foi usado pela Mazda em sedãs de luxo de 1966 até o início dos anos 1990.
  • A Ferrari alega ter direito ao uso global da marca "Ferrari Luce".
  • O impasse pode acabar nos tribunais, como já ocorreu com a Ferrari em relação à sigla F150.
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A escolha de um nome pode parecer um detalhe, mas no mundo automotivo ela carrega peso estratégico — e até jurídico. É exatamente isso que está por trás da disputa entre Ferrari e Mazda pelo uso de “Luce”, batismo previsto para um novo carro elétrico da marca italiana, mas que também faz parte da história da fabricante japonesa.

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A Ferrari saiu na frente ao registrar o nome em setembro de 2025 junto à Organização Mundial da Propriedade Intelectual, garantindo proteção internacional por dez anos. Na Europa, o pedido também aparece nos registros do Escritório Europeu da Propriedade Intelectual, o que assegura o uso da marca nos países do bloco.

Ferrari reivindica marca “Luce” no mundo, mas esbarra em domínio da Mazda no Japão
Crédito da imagem: Divulgação
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Ainda assim, o cenário está longe de ser uniforme. Apesar do alcance global da OMPI, a decisão final sobre marcas depende das legislações locais, o que abre espaço para interpretações diferentes em cada mercado. Isso explica por que um mesmo nome pode ter donos distintos ao redor do mundo.

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É nesse ponto que entra a Mazda. A marca japonesa conseguiu registrar “Luce” no Japão, seu principal território, aproveitando uma brecha: ao que tudo indica, o nome não havia sido protegido pela Ferrari no país. Com isso, a empresa retomou um termo que faz parte de sua própria trajetória.

O nome, aliás, não é novidade para a Mazda. Ele foi usado originalmente em uma linha de sedãs de luxo lançada em 1966 e produzida até o início dos anos 1990, chegando inclusive a mercados como os Estados Unidos. Décadas depois, voltou a ser lembrado em conceitos como o Vision Coupe, como referência à herança da marca.

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Enquanto isso, a Ferrari sustenta que tem direito ao uso global da marca “Ferrari Luce”, destacando que realizou buscas prévias antes do registro. O nome, que em italiano remete tanto à “luz” quanto à “energia”, conversa diretamente com a proposta do primeiro modelo 100% elétrico da empresa.

Sem um acordo à vista, o impasse pode acabar nos tribunais, repetindo capítulos já vistos na indústria. A própria Ferrari, por exemplo, já enfrentou a Ford Motor Company por causa da sigla F150 e precisou recuar. Agora, resta saber se o “Luce” terá um desfecho semelhante — ou se cada marca seguirá caminhos diferentes com o mesmo nome.

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