Ferrari Elettrica vai estreiar com mais de 1.000 cv e tecnologia inédita

Com mais de 1.000 cv de potência, a Ferrari Elettrica será o primeiro modelo totalmente elétrico de Maranello
Ferrari Elettrica vai estreiar com mais de 1.000 cv e tecnologia inédita
Crédito da imagem: Ferrari

Resumo da Notícia

A Ferrari vive um momento de virada histórica, pois a marca de Maranello, conhecida pelos V12 que ecoam como sinfonias mecânicas, está prestes a colocar nas ruas seu primeiro carro totalmente elétrico. O projeto, que por enquanto atende pelo nome provisório de Elettrica, inaugura uma nova era para a fabricante italiana, que promete unir tradição, desempenho e tecnologia de ponta em um mesmo pacote. Ferrari revela detalhes da plataforma de seu inédito carro elétrico.

A base técnica já foi revelada e impressiona, onde serão quatro motores síncronos de ímã permanente, dois em cada eixo, entregando juntos mais de 1.000 cv em modo boost e aceleração de 0 a 100 km/h em apenas 2,5 segundos. Na dianteira, eles atingem 30.000 rpm, enquanto os traseiros chegam a 25.500 rpm — números que ajudam a explicar a velocidade máxima de 310 km/h. Tudo isso sobre uma plataforma totalmente inédita, desenvolvida do zero para a transição elétrica da Ferrari.

Ferrari Elettrica estreia com mais de 1.000 cv e tecnologia inédita
Crédito da imagem: Ferrari

O projeto é resultado de mais de 15 anos de aprendizado acumulado desde os primeiros híbridos, como o LaFerrari e o SF90 Stradale. Mas, desta vez, não se trata de um módulo elétrico acoplado a um motor a combustão: é um sistema 100% elétrico, com vetorização de torque individual por roda, suspensão ativa de terceira geração e direção nas quatro rodas. O objetivo declarado é manter a agilidade e a precisão que definem a dirigibilidade de um Ferrari, sem depender de um ronco de V12 para emocionar.

São 122 kWh de capacidade bruta, autonomia superior a 530 km e arquitetura de 800 volts, permitindo recarga de até 350 kW — uma das mais rápidas do mundo. Feita em módulos substituíveis, a solução foi pensada para garantir longevidade ao longo de décadas, com montagem na própria Maranello. O centro de gravidade, 80 mm mais baixo que o de um Purosangue, deve melhorar ainda mais a dinâmica.

Ferrari Elettrica estreia com mais de 1.000 cv e tecnologia inédita
Crédito da imagem: Ferrari

Para controlar toda essa força, a Ferrari desenvolveu um sistema eletrônico que permite alternar entre tração integral e traseira em apenas 0,5 segundo. No volante, haverá dois manettinos: um para modos de condução (Range, Tour e Performance) e outro para propulsão. A ideia é proporcionar a mesma sensação visceral que um esportivo a combustão oferece, inclusive com sons gerados a partir das vibrações reais dos motores — captadas e amplificadas como uma guitarra elétrica.

Esteticamente, o modelo ainda é um mistério, mas a expectativa é de um cupê de quatro portas e quatro lugares, com linhas inspiradas no GTC4 Lusso, mas mais voltadas à cabine. O interior será revelado em janeiro, e o carro completo, no meio de 2026. Será também o primeiro Ferrari com subchassi traseiro isolado por buchas elastoméricas, uma solução para reduzir ruídos e vibrações que seriam abafados por motores a combustão, mas ficariam evidentes em um elétrico silencioso.

A engenharia é igualmente minuciosa, pois cada amortecedor conta com um motor elétrico de 48 V para controle individual, permitindo ajuste milimétrico de cada roda. A bateria, com 15 módulos e células fornecidas pela SK, tem densidade energética recorde de 195 Wh/kg, superando inclusive o Rimac Nevera. O chassi e a carroceria usam 75% de alumínio reciclado, economizando 6,7 toneladas de CO₂ por unidade fabricada.

Ferrari Elettrica estreia com mais de 1.000 cv e tecnologia inédita
Crédito da imagem: Ferrari

“Não estamos abandonando nossa essência, apenas abrindo um novo capítulo”, resume Gianmaria Fulgenzi, diretor de desenvolvimento da Ferrari. A missão é clara: encantar novos clientes sem perder os apaixonados de sempre. O primeiro Ferrari 100% elétrico chegará ao mercado em 2026 — e, se depender da engenharia de Maranello, fará isso com a mesma intensidade com que um V12 grita a plenos pulmões.

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