Resumo da Notícia
A expansão da BYD na América Latina ganhou novo fôlego com o avanço da produção no Brasil e o aumento das exportações para países da região. A estratégia da montadora chinesa combina crescimento industrial, novos investimentos e adaptação tecnológica para mercados locais. O movimento ocorre em meio à forte disputa no mercado chinês e à busca por novos consumidores.
Durante um evento realizado no Rio de Janeiro, a vice-presidente executiva da empresa, Stella Li, revelou que a fábrica brasileira já garantiu pedidos de exportação que somam 100 mil veículos. As encomendas serão divididas igualmente entre Argentina e México, com 50 mil unidades destinadas a cada país. A informação foi divulgada em reportagem da Reuters.

A unidade brasileira da montadora iniciou oficialmente a produção em 1º de julho de 2025 e rapidamente passou a desempenhar papel central na estratégia regional. Localizada em Camaçari, no estado da Bahia, a fábrica possui capacidade anual inicial de 150 mil veículos. A meta é ampliar gradualmente esse número até alcançar 600 mil unidades por ano.
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No complexo industrial baiano serão produzidos modelos híbridos plug-in e elétricos, entre eles o BYD Dolphin Mini, o BYD King e o BYD Song Pro. Em novembro do ano passado, a empresa anunciou que a planta havia alcançado a marca de 10 mil veículos produzidos. O resultado marcou um passo importante na consolidação da operação local.
Além da produção, a montadora também planeja ampliar sua presença tecnológica no país. A empresa anunciou um investimento de cerca de 300 milhões de reais para construir um centro de pesquisa no Rio de Janeiro. O projeto deve começar ainda em 2026 e a previsão é que as instalações sejam concluídas em 2028.
O centro será voltado para testes de desempenho, incluindo velocidade, potência, autonomia e eficiência energética dos veículos. Também permitirá coletar dados sobre clima tropical, o que deve ajudar a empresa a adaptar tecnologias e desenvolver produtos voltados para mercados da América Latina.

Enquanto fortalece sua presença externa, a montadora enfrenta desafios em casa. A forte concorrência no mercado chinês derrubou as vendas da empresa em janeiro para 210 mil unidades, queda de cerca de 30% na comparação anual. Mesmo assim, as exportações seguiram em alta e superaram 100 mil veículos tanto em janeiro quanto em fevereiro.
Para estimular a demanda e diversificar suas operações, a empresa também tem lançado novas iniciativas. Entre elas está a criação da marca Linghui, voltada a serviços de transporte por aplicativo, e a apresentação da nova Blade Battery 2.0. Com isso, a empresa tenta reforçar sua competitividade enquanto amplia sua presença global.
