Resumo da Notícia
O processo para tirar a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) no Brasil passa por mudanças importantes, com foco em flexibilizar a avaliação prática e dar mais margem de erros aos candidatos. A baliza, antes etapa obrigatória, deixa de ser exigida, e o limite de pontos que levam à reprovação foi ampliado.
Em Mato Grosso do Sul, o Detran publicou em 20 de janeiro a Portaria nº 202, que altera regras para a Permissão para Dirigir (PPD), CNH comum e o modelo CNH do Brasil. As mudanças entram em vigor em 26 de janeiro e seguem as diretrizes da Resolução 1.020/2025 do Contran, que moderniza a formação de condutores no país.
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Agora, a pontuação da prova prática passa a ser calculada conforme a gravidade das infrações cometidas. Leves valem 1 ponto, médias 2, graves 4 e gravíssimas 6. A aprovação depende de manter a pontuação abaixo de 10, ampliando a tolerância em relação às regras anteriores, quando o limite era de 3 pontos.
A retirada da baliza reforça o foco em situações reais de trânsito. A prova será realizada exclusivamente em percurso, com acompanhamento direto do examinador. Caso o candidato demonstre incapacidade técnica ou instabilidade emocional, a avaliação pode ser interrompida e registrada como não concluída.
Os exames continuam a exigir veículos com comando duplo, e ainda está em discussão a possibilidade de uso de carros particulares. Os candidatos podem fazer o exame quantas vezes forem necessárias, com a segunda tentativa podendo ocorrer no mesmo dia, sem taxa adicional, caso haja disponibilidade.
O Detran-MS definiu também regras mínimas de percurso: prova de pelo menos 10 minutos, com seis conversões à esquerda, seis à direita, três estacionamentos laterais, retorno em canteiro central quando possível e percurso mínimo de mil metros em linha reta. Erros são avaliados seguindo a lógica das infrações do Código de Trânsito Brasileiro.
Outra novidade é a possibilidade de monitoramento eletrônico das provas, incluindo GPS, garantindo que a avaliação seja objetiva. Um avaliador estará no veículo, mas a decisão final ficará a cargo da comissão de exame de direção veicular, mantendo o rigor na fiscalização de segurança.
Essas mudanças refletem uma tendência nacional de flexibilização e modernização da formação de condutores. Especialistas alertam que, embora mais tolerante, o novo modelo exige atenção à qualidade do aprendizado, garantindo que os motoristas formados conduzam de forma segura nas ruas e rodovias do país.
Vale lembrar que outras montadoras também estão apostando no mercado nacional, como a Fiat que aposta no nome Argo para o Grande Panda produzido no Brasil. E para quem busca uma picape, a pré-reserva da Ram Dakota no Brasil abre com 750 unidades.

