Dolphin Mini conversível rouba a cena em visita de Lula à BYD

Durante a cerimônia de inauguração da fábrica da BYD em Camaçari (BA), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) desfilou em um Dolphin Mini conversíve
Dolphin Mini conversível rouba a cena em visita de Lula à BYD
Crédito da imagem: BYD

Resumo da Notícia

A inauguração da nova fábrica da BYD em Camaçari (BA) marcou mais do que o início da produção local de veículos elétricos e híbridos. Em um evento repleto de simbolismos, a montadora chinesa apresentou um Dolphin Mini conversível, feito especialmente para levar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o vice Geraldo Alckmin em um passeio pela linha de montagem. A cena remete a uma tradição que atravessa décadas na indústria automotiva brasileira.

A cerimônia, realizada na quinta-feira (9), reuniu lideranças políticas, executivos globais e convidados, e marcou oficialmente o início da operação da unidade baiana — um investimento de R$ 5,5 bilhões. A produção começa com três modelos: o Dolphin Mini elétrico, o SUV híbrido Song Pro e o sedã médio King. A distribuição para concessionárias será iniciada já na próxima semana.

Dolphin Mini conversível rouba a cena em visita de Lula à BYD
Crédito da imagem: BYD

A ideia de usar um conversível em solenidades não é nova. Presidentes brasileiros já desfilaram em veículos especialmente adaptados dentro de fábricas da Volkswagen e Renault. Em 2024, por exemplo, Lula e Alckmin repetiram o gesto em São Bernardo do Campo (SP), a bordo de um Virtus Cabrio azul Biscay. A Renault também fez o mesmo com o Kardian em sua planta paranaense.

Segundo informações do UOL, no caso do Dolphin Mini, a adaptação foi feita pelo customizador Bigo Berg, da Rusty Barn, que precisou transformar o hatch elétrico em um carro aberto em tempo recorde. A estrutura dianteira foi mantida, enquanto a traseira recebeu reforços e acabamentos específicos. O modelo manteve linhas originais e ganhou uma barra de segurança para os passageiros traseiros.

Dolphin Mini conversível rouba a cena em visita de Lula à BYD
Crédito da imagem: Ricardo Stuckert

O Dolphin Mini elétrico custa cerca de R$ 120 mil na versão tradicional e utiliza motor dianteiro de 75 cv, com bateria de 38 kWh e autonomia de 280 km. Uma nova configuração, chamada GS, será lançada para vendas diretascom bateria reduzida para 30 kWh e autonomia de 250 km — mirando taxistas, PcD e frotistas. Com isenções, o preço poderá ficar abaixo dos R$ 100 mil.

A planta de Camaçari, que antes pertencia à Ford Motor Company, tem capacidade inicial para 150 mil veículos por ano, podendo dobrar na segunda fase. A produção começa em regime CKD e SKD, com baixo índice de nacionalização, mas a marca já confirmou planos de fabricar motores híbridos flex no país a partir de 2026.

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Crédito da imagem: Dahruj – Byd – Jundiai

Mais de 100 pesquisadores brasileiros e chineses trabalham no desenvolvimento do novo motor 1.5 turbo flex, que promete manter potência e torque independentemente do combustível. A BYD ainda não informou quais carros receberão esse conjunto. Além da fábrica baiana, a empresa mantém unidades em Campinas (SP) e Manaus (AM).

Desde o lançamento, o Dolphin Mini lidera as vendas de elétricos e híbridos no Brasil, com quase 23 mil unidades emplacadas entre janeiro e setembro de 2025, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores. Com produção nacional e versões mais acessíveis, a BYD sinaliza que pretende ampliar ainda mais essa liderança.

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