Resumo da Notícia
Por trás do espetáculo bilionário da Fórmula 1, há uma engrenagem silenciosa que mantém tudo funcionando: milhares de voluntários que doam tempo e conhecimento para garantir que cada corrida aconteça com segurança e precisão. Um relatório recente da FIA joga luz sobre esse trabalho pouco visível, mas essencial para o esporte.
Pela primeira vez, a entidade reuniu dados detalhados sobre essa força de trabalho, mostrando o quanto a categoria depende de pessoas que não recebem salário. São homens e mulheres que atuam nos bastidores, movidos mais por paixão do que por retorno financeiro, sustentando um dos campeonatos mais caros do mundo.

Para uma única etapa da temporada de 2025, são necessários, em média, 838 voluntários especializados. Ao longo das 24 corridas do calendário, o número mínimo chega a mais de 20 mil pessoas, cada uma dedicando cerca de 48 horas em um fim de semana intenso de atividades.
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Esses profissionais exercem funções cruciais, como fiscais de pista, observadores, comissários e equipes de resgate. São eles que entram em ação nos momentos mais críticos, garantindo respostas rápidas a incidentes e contribuindo diretamente para a segurança de pilotos e equipes.
O levantamento aponta ainda que o nível de exigência só cresce: nos últimos cinco anos, a carga de trabalho aumentou cerca de 20%. Mesmo assim, 65% dos voluntários abrem mão de férias ou tiram licença não remunerada para participar das corridas, evidenciando o grau de comprometimento.
A experiência também pesa. Dois em cada três voluntários atuam na Fórmula 1 há pelo menos cinco anos, e uma parcela significativa ultrapassa uma década de dedicação. Esse acúmulo de conhecimento técnico é visto como um diferencial raro, difícil de encontrar em outros esportes.
Apesar de movimentar cifras bilionárias — com equipes valiosas e pilotos que recebem fortunas —, a categoria ainda depende desse trabalho voluntário, estimado em milhões de euros por temporada. Diante disso, a FIA defende mais investimentos em formação e na criação de estruturas permanentes para valorizar e desenvolver esses profissionais que, na prática, são a base de todo o espetáculo.
