Resumo da Notícia
Com o combustível cada vez mais caro e a confiança abalada por aumentos de impostos, suspensão de fiscalizações e fraudes descobertas ao longo de 2025, dirigir com atenção deixou de ser apenas um bom hábito — tornou-se uma estratégia de sobrevivência no trânsito. Especialistas lembram que pequenas atitudes diárias ajudam a reduzir o consumo e a preservar o veículo, mostrando que economia e cuidado caminham lado a lado. Hora de trocar as palhetas do para-brisa? Saiba identificar os sinais.
Um dos pilares dessa economia está na forma de conduzir o veículo, onde acelerações bruscas e frenagens intensas elevam o consumo e comprometem o desempenho do carro. “Quanto mais você acelera e freia de forma abrupta, mais combustível desperdiça”, explica André Mendes, professor de Engenharia Mecânica do Centro Universitário FEI. Antecipar o trânsito e evitar reações de última hora é uma das estratégias mais eficazes para reduzir gastos.
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A manutenção também pesa nessa conta, onde Danilo Ribeiro, coordenador do Centro de Tecnologia da DPaschoal, recomenda alinhamento, balanceamento e rodízio dos pneus a cada 10 mil km. “Quando o carro roda de forma livre e correta, o motor trabalha menos, consome menos e garante mais conforto e segurança”, destaca. Pneus descalibrados, por exemplo, aumentam a resistência ao rolamento e obrigam o motor a fazer mais força.
Calibrar os pneus a cada 15 dias — sempre frios — é um passo simples que reduz gastos e prolonga a vida útil das rodas. Em modelos modernos, o monitor de pressão facilita ainda mais essa tarefa. O mesmo vale para o conjunto mecânico: trocar óleo e filtros no prazo certo mantém a eficiência do motor e evita desperdício de combustível com impurezas no sistema.
Outro ponto que faz diferença está na forma de aproveitar a energia do carro. A velha prática de “descer na banguela” ficou no passado. Hoje, a injeção eletrônica corta o combustível quando o carro está engrenado e em movimento, algo que não ocorre no neutro. Além de economizar combustível, isso ativa o freio-motor e preserva os freios.
Evitar peso desnecessário também conta: malas esquecidas, ferramentas sem uso e objetos no porta-malas forçam o motor e elevam o consumo. O mesmo vale para acessórios que afetam a aerodinâmica, como racks e adornos no teto. Em alta velocidade, andar com as janelas abertas aumenta a resistência do ar e exige mais do motor — o que pode custar caro no fim do mês.
Na hora de abastecer o carro, o raciocínio também precisa ser estratégico. Se o veículo roda apenas na cidade, pode não ser necessário encher o tanque por completo — menos peso significa menor gasto. E, se o veículo for flex, vale fazer a conta dos 70% para decidir entre gasolina e etanol. Em qualquer caso, nunca deixe o nível muito baixo: combustível na reserva acelera a vaporização e carrega impurezas para o motor.
Por fim, atenção ao ato de abastecer corretamente. Respeitar a trava da bomba evita danos ao cânister e problemas no sistema de alimentação. Pequenos cuidados como esse, somados a uma condução mais suave e a uma manutenção preventiva, ajudam o motorista a driblar o impacto dos reajustes e a rodar mais gastando menos.

