Resumo da Notícia
Mesmo fora da produção industrial no país, a Ford encontrou uma forma própria de se manter relevante no Brasil. A marca reorganizou sua estratégia, reforçou a presença comercial e passou a tratar o mercado local como prioridade em lançamentos, tecnologia e experiência de compra. O resultado é um plano ambicioso para os próximos anos, com novos modelos e reposicionamento claro.
O principal pilar dessa nova fase é a Ranger, no topo entre as picapes médias e aposta central da montadora. A caminhonete vai ganhar motorização híbrida plug-in flex, combinando o motor 2.3 turbo a um sistema elétrico capaz de rodar cerca de 50 km sem consumir combustível. Mesmo com vendas previstas só para 2027, a versão será apresentada ao público já no próximo ano, com visual reestilizado.
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Outro projeto aguardado é o Ford Everest, SUV derivado da Ranger e rival direto do Toyota SW4. Já testado no Brasil em versões a gasolina, o modelo existe lá fora com motores diesel 2.0 turbo e V6 3.0, o que facilita sua adaptação. Produzido na Argentina, o Everest reúne porte, sofisticação e tecnologia para disputar a liderança do segmento.
A Ranger também deve ganhar a versão Tremor, voltada ao uso fora de estrada, inspirada nos modelos vendidos no exterior. Com visual exclusivo, detalhes em laranja e proposta mais robusta, a nova configuração surge como resposta direta à Toyota Hilux. É mais uma tentativa da Ford de ampliar sua força em um dos mercados mais competitivos do país.
No campo dos SUVs, o Territory segue como o segundo modelo mais vendido da marca no Brasil e ganhará reforço importante. A Ford prepara uma versão híbrida plug-in do utilitário, alinhando-o aos rivais chineses eletrificados. Na China, o conjunto combina motor 1.5 turbo a um elétrico dianteiro, com transmissão simplificada e foco em eficiência.
Paralelamente aos lançamentos, a Ford mudou a forma de vender carros no Brasil. As lojas redesenhadas, a compra integrada ao digital e o atendimento consultivo refletem um consumidor mais informado e menos disposto à pressão comercial. O conceito Signature 2.0, inaugurado em Campinas, simboliza essa virada e serve como laboratório para o futuro da marca no país.


