Correio dos EUA avança na eletrificação e põe 2.600 veículos elétricos nas ruas

Senadores republicanos tentaram obrigar o descarte de parte da frota elétrica, proposta barrada após alerta de prejuízo bilionário.
Correio dos EUA avança na eletrificação e põe 2.600 veículos elétricos nas ruas
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Resumo da Notícia

O Serviço Postal dos Estados Unidos vive um período de transição marcado pela expansão de sua frota elétrica e pela busca urgente de estabilidade financeira. Entre investimentos bilionários, disputas políticas e mudanças na direção, a agência tenta conciliar modernização tecnológica com um modelo de negócios que há anos opera no vermelho.

Em carta enviada ao Congresso, o USPS informou que já utiliza mais de 2.600 veículos elétricos em suas rotas de entrega, resultado direto dos recursos destinados pelo Legislativo em 2023, durante o governo Biden. Ao todo, foram US$ 3 bilhões liberados para a compra de veículos e instalação da infraestrutura de recarga.

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Crédito da imagem: Divulgação/ALE

Desse montante, US$ 1,2 bilhão foi aplicado especificamente na aquisição de veículos elétricos, permitindo ao USPS comprar 8.700 unidades do Ford E-Transit. Segundo a agência, 2.010 desses veículos já operam em 65 localidades e representam uma parcela crescente das entregas diárias.

Além deles, os Correios contam com 612 modelos de última geração projetados pela Oshkosh Defense, que atendem 15 centros de distribuição. A expansão da frota é acompanhada por 6.650 carregadores instalados em 75 locais, com a expectativa de que o número aumente semanalmente.

A pressão política, porém, tem acompanhado o avanço tecnológico. Em junho, senadores republicanos tentaram forçar o USPS a descartar parte dos veículos elétricos e seus equipamentos, iniciativa barrada no Congresso. A agência alertou que a medida custaria US$ 1,5 bilhão em perdas e substituições.

A modernização não se limita aos modelos elétricos: o USPS também adquiriu 26 mil veículos a combustão para complementar a renovação da frota, incluindo 2.600 unidades a gasolina da nova geração da Oshkosh. Carros antigos, muitos dos anos 1980, demandam mais de US$ 8 mil anuais em manutenção.

Apesar dos avanços, o rombo financeiro segue como desafio central. A agência registrou prejuízo de US$ 9 bilhões no último ano fiscal, acumulando mais de US$ 100 bilhões em perdas desde 2007. Para o novo diretor-geral, David Steiner, é preciso rever políticas públicas e criar novas fontes de receita.

A crise também tem provocado mudanças no comando: em março, a Casa Branca demitiu o então diretor Louis DeJoy, que conduziu reestruturações por quase cinco anos. Em meio a disputas internas e externas, o USPS tenta equilibrar eficiência, modernização e sobrevivência em um cenário cada vez mais desafiador.

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