Resumo da Notícia
Furar um pneu é daqueles imprevistos democráticos: não escolhe idade, experiência nem momento. Acontece na pressa, na estrada vazia ou no trajeto diário. Por isso, mais do que carregar os equipamentos obrigatórios, saber usá-los corretamente é o que separa um contratempo resolvido de uma situação de risco.
O macaco de carro é peça-chave nesse cenário. Ele integra o kit básico junto do estepe, da chave de roda e do triângulo, e serve para erguer o veículo com segurança na troca do pneu ou em reparos rápidos. Apesar de parecer simples, seu uso exige atenção e algum preparo prévio.
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Segundo Danilo Ribeiro, coordenador do Centro de Tecnologia, Treinamento e Inovação da DPaschoal, a primeira dica vem antes mesmo da viagem. Vale conferir se o macaco está em bom estado e bem acomodado no porta-malas, já que o pouco uso pode esconder falhas que só aparecem na emergência.
Antes de qualquer manobra, o carro precisa estar seguro. Freio de estacionamento acionado, câmbio engatado — em marcha de força ou em “P”, no caso dos automáticos —, pisca-alerta ligado e triângulo posicionado a uma distância segura. Estabilidade é regra básica para evitar acidentes.
Com o veículo parado, o próximo passo é afrouxar levemente os parafusos da roda ainda com o carro no chão. Só então o macaco deve ser posicionado no ponto correto da carroceria, indicado no manual ou por marcas próximas às rodas. Um encaixe errado pode danificar o carro ou comprometer a segurança.
Existem diferentes tipos de macacos, e conhecê-los ajuda na escolha e no uso correto. Os mecânicos, como o joelho e o sanfona, são comuns nos carros e exigem mais esforço. Já os hidráulicos, como o jacaré e o garrafa, levantam o veículo com menos força e são frequentes em oficinas.
Ao erguer o carro, o movimento varia conforme o modelo: giro da manivela nos mecânicos ou acionamento da alavanca nos hidráulicos. Com a roda suspensa, retiram-se os parafusos e o pneu furado. Uma dica de segurança é deixar o estepe sob o carro durante a operação, prevenindo quedas bruscas.
Depois da troca, os parafusos devem ser colocados e apertados de forma provisória. O carro é então baixado com cuidado, respeitando o mecanismo de cada macaco. Com o veículo no chão, faz-se o aperto final para garantir que a roda esteja bem fixa.
Embora seja um procedimento comum, a troca mal feita pode gerar acidentes sérios. Por isso, aprender o passo a passo antes da necessidade faz toda a diferença. E se houver insegurança, o melhor caminho continua sendo procurar ajuda profissional — afinal, prudência também faz parte da direção.


