Resumo da Notícia
O verão é sempre uma estação de contrastes: calor intenso, férias e também muita chuva. E é justamente nesse período que o trânsito se torna mais perigoso. As pancadas repentinas, típicas dessa época do ano, reduzem a visibilidade, deixam as pistas escorregadias e exigem atenção redobrada de quem está ao volante. Entenda de forma simples como medir a autonomia do veículo.
O motorista deve se preparar antes mesmo de sair de casa. Verificar os pneus, o nível de fluido de freio e as condições das pastilhas e discos é fundamental. Pneus carecas aumentam o risco de aquaplanagem, quando o carro perde contato com o solo e desliza sobre a água. O ideal é manter a calibragem correta, revisar os limpadores de para-brisa e garantir que o ar-condicionado funcione bem para evitar vidros embaçados.
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A Cesvi lembra que as chuvas fortes trazem três grandes inimigos: alagamentos, baixa visibilidade e pista escorregadia. Nessas situações, os faróis devem ser mantidos acesos, sempre na luz baixa. Farol alto é proibido, pois reflete nas gotas e prejudica a visão de todos. Já o pisca-alerta só deve ser acionado com o carro parado — usá-lo em movimento pode confundir outros motoristas e provocar acidentes.
Manter uma distância segura é outro cuidado básico. Em pista molhada, o ideal é dobrar o espaço em relação ao veículo à frente. Se normalmente dois segundos bastam, na chuva o intervalo deve ser de pelo menos quatro segundos. Isso dá tempo para reagir com calma a uma freada brusca ou perda de aderência.
Reduzir a velocidade também é fundamental. Especialistas recomendam dirigir a, no máximo, 80% do limite da via em chuvas moderadas. Em tempestades fortes, é melhor diminuir ainda mais ou parar em um local seguro, como postos de serviço. Parar no acostamento é perigoso, já que outros veículos podem não enxergar o carro devido à baixa visibilidade.
Caso a aquaplanagem ocorra, o segredo é manter a calma. Tire o pé do acelerador e evite frear. Deixe o volante reto até que os pneus retomem o contato com o solo. Frear ou virar bruscamente pode fazer o carro rodar ou capotar. O mesmo vale para trechos alagados: observe se outros veículos estão passando e só avance se a água não ultrapassar metade da roda.
Motociclistas precisam redobrar o cuidado. O ideal é parar e esperar a chuva diminuir. Mas, se não houver alternativa, é indispensável o uso de equipamentos adequados: capa de chuva, luvas, botas e capacete com viseira ou óculos de proteção. A aderência reduzida e a dificuldade de frenagem tornam as motos especialmente vulneráveis.
Os riscos aumentam conforme as chuvas se intensificam. Em São Paulo, por exemplo, a média pluviométrica cresce cerca de 30% entre setembro e outubro e chega a quase 190 mm em dezembro. O dado explica por que os acidentes tendem a crescer neste período, especialmente em avenidas movimentadas e rodovias.
Por fim, dirigir bem na chuva exige mais do que reflexos rápidos: é uma questão de prevenção e paciência. A manutenção em dia, o respeito aos limites de velocidade e a consciência de que o asfalto molhado transforma o comportamento do veículo são atitudes que salvam vidas. Mesmo sob um temporal, dirigir com prudência continua sendo o melhor abrigo possível.



