A China ambiciona revolucionar a captação de energia solar com um projeto audacioso: a construção de uma imensa usina solar no espaço. A estrutura, com cerca de 1 quilômetro de extensão, orbitaria a mais de 32 mil quilômetros da Terra, convertendo a energia solar em radiação de micro-ondas para ser transmitida de volta ao planeta. O projeto se assemelha aos avanços tecnológicos que vemos na indústria automobilística chinesa, como no BAIC BJ40e com autonomia de até 1.200 km.
Cientistas chineses argumentam que, além da disponibilidade constante de luz solar, a densidade energética no espaço é dez vezes maior do que a obtida por painéis solares terrestres. Essa busca por eficiência energética também é refletida nas inovações dos veículos elétricos, como os da Mercedes-Benz, que faz recall de mais de 12 mil veículos elétricos na China para garantir a segurança e o desempenho.

O projeto em detalhes
O processo de transmissão de energia envolveria a conversão da eletricidade em radiação de micro-ondas, que seria então direcionada para uma antena receptora fixa na Terra. Long Lehao, especialista em foguetes e membro da Academia Chinesa de Engenharia (CAE), enfatizou a seriedade do projeto.
Segundo ele, a iniciativa é comparável à magnitude da construção da Usina Três Gargantas, porém, localizada em órbita geoestacionária a 36 mil quilômetros da Terra. A declaração foi feita ao SMCP. Da mesma forma que a China busca inovação em energia solar, empresas como a Honda aposta em IA e robótica para reduzir custos em fábricas na China.
A Usina Três Gargantas, uma hidrelétrica inaugurada em 2012, produz 100 bilhões de kWh anuais. Long Lehao afirma que a energia coletada em um ano pela usina espacial equivaleria ao total de petróleo extraído da Terra no mesmo período. Essa busca por fontes de energia alternativas acompanha o desenvolvimento e lançamento de novas marcas de veículos elétricos, como a Dongfeng Peugeot-Citroen que lança nova marca de veículos elétricos, Hedmos, na China.

Assim como a Usina Três Gargantas, cuja construção levou 18 anos, o projeto da usina solar espacial exigirá um processo de construção complexo e demorado. O transporte de todos os componentes para a órbita demandará o desenvolvimento de um foguete de grande capacidade. Apesar dos desafios, o sucesso do projeto poderia transformar o cenário da energia renovável, alimentando cidades e veículos elétricos de forma limpa e eficiente.
A ambição do projeto reflete a ousadia presente em outros setores, como no design de veículos, exemplificado pelo Chery Tiggo 7 C-DM, que tem visual idêntico ao da Land Rover Evoque na China. Além disso, a Nio firma acordo com estatal de Pequim para a construção de mais estações de troca de bateria, demonstrando o compromisso com a infraestrutura de veículos elétricos.