Resumo da Notícia
A mais recente rodada de testes da campanha Safer Cars for Africa, do Global NCAP, voltou a acender o alerta sobre a segurança dos carros vendidos no continente. O foco da vez foi o Chery Tiggo 7 Pro, avaliado na África do Sul. O modelo recebeu duas estrelas para proteção de adultos e três para crianças, resultado considerado abaixo do esperado.
O relatório aponta que o desempenho ficou distante dos padrões mais elevados observados em outros mercados. Para a entidade, a nota evidencia uma diferença preocupante entre o que é oferecido na África e o que é vendido em regiões com regras mais rígidas. A avaliação reacende o debate sobre transparência e responsabilidade das montadoras.
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O CEO da Associação Automobilística da África do Sul (AA), Bobby Ramagwede, classificou o resultado como inquietante. Segundo ele, consumidores precisam de informações independentes e claras para decidir a compra. Também criticou a estratégia de divulgação de testes e apresentações públicas promovidas pela marca.
Ramagwede foi além e afirmou que nenhum veículo deveria ser comercializado no país sem proteção lateral para a cabeça, tanto na frente quanto atrás. Para ele, segurança não pode ser tratada como opcional ou privilégio de mercados mais exigentes. O dirigente defende normas regulatórias mais duras e maior fiscalização.
A polêmica ganhou força após a divulgação de cinco estrelas no Euro NCAP para a versão topo de linha Tiggo 7 CSH. A AA e o Global NCAP consideraram a comunicação unilateral, por não refletir o desempenho das versões de entrada vendidas localmente. As entidades lembram que as classificações são específicas para cada mercado.
Richard Woods, CEO do Global NCAP, afirmou que o resultado de duas estrelas já seria decepcionante por si só. No entanto, segundo ele, a situação se agrava quando há divulgação de notas obtidas em outros contextos regulatórios. Para o dirigente, isso pode confundir o consumidor sul-africano.
Procurada, a Chery África do Sul declarou que o Tiggo 7 Pro cumpre todas as exigências dos órgãos reguladores locais. A empresa reiterou compromisso com padrões globais de segurança. Ainda assim, o episódio reforça a pressão por regras mais severas e por maior clareza na comunicação ao público.

