Resumo da Notícia
A entrada das montadoras no universo da robótica deixou de ser promessa distante e começa a ganhar forma nas prateleiras. A Aimoga Robotics, braço criado pela Chery, inicia a venda direta de robôs ao consumidor comum, sinalizando uma mudança concreta na relação entre tecnologia avançada e uso cotidiano. O movimento reforça a corrida global por novas frentes de crescimento fora do setor automotivo.
Os equipamentos já podem ser adquiridos por meio da loja oficial da marca em uma grande plataforma digital chinesa, ampliando o acesso a soluções que até pouco tempo estavam restritas a ambientes industriais. Com capacidade de operar de forma autônoma, os robôs foram projetados para lidar com tarefas variadas e se adaptar a diferentes contextos do dia a dia.

Essa ofensiva comercial faz parte de um plano estratégico dividido em etapas, que começa no apoio às vendas de automóveis e avança para setores como varejo e supermercados. A ambição, no entanto, é mais ampla: chegar ao ambiente doméstico e popularizar os robôs de serviço como itens comuns na rotina das famílias.
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Lançada oficialmente em janeiro de 2025, a Aimoga representa a aposta da Chery em uma nova frente tecnológica. A empresa vê na robótica humanoide uma “terceira curva de crescimento”, capaz de sustentar receitas futuras e reduzir a dependência exclusiva do mercado automotivo tradicional.
O avanço nesse campo não acontece por acaso. A companhia aproveita o conhecimento acumulado em áreas como cockpits inteligentes, arquiteturas eletrônicas e sistemas de interação multimodal, o que permite aos robôs interpretar ambientes complexos e executar tarefas com maior autonomia e precisão.
No mercado, a estratégia já começa a ganhar tração. A Aimoga firmou acordos com mais de 300 revendedores na China e projeta, até o fim de 2025, a entrega de centenas de robôs humanoides e milhares de unidades quadrúpedes em mais de 30 países. Para facilitar a adesão, a empresa aposta em modelos flexíveis de negócio, incluindo venda direta, leasing e parcelamento.
A expansão também inclui uma rede física em construção, com lojas próprias, concessionárias e espaços de experiência em shoppings. Enquanto isso, a concorrência se intensifica, com outras montadoras e startups entrando na disputa por esse novo mercado, indicando que a robótica de consumo pode se tornar, em breve, tão estratégica quanto foi a eletrificação nos últimos anos.
