Resumo da Notícia
A indústria automotiva chinesa começa a dar um passo decisivo rumo a uma nova geração de eletrificação. Após dominar o mercado de baterias de íon-lítio, a CATL acelera a transição para o íon-sódio e leva a tecnologia, pela primeira vez, a um carro de passeio pronto para produção em escala comercial.
Esse movimento ganhou forma com a parceria estratégica entre CATL e Changan Automobile, que resultou na estreia mundial do Changan Nevo A06, apresentado em Yakeshi, na Mongólia Interior. O modelo é apontado como o primeiro veículo de passageiros produzido em massa com baterias de íon-sódio, com lançamento previsto para meados de 2026.
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No centro dessa inovação está a bateria Naxtra, desenvolvida pela CATL e integrada à tecnologia CTP de terceira geração, que elimina módulos intermediários e melhora a eficiência do conjunto. Com 45 kWh de capacidade e densidade energética de até 175 Wh/kg, o sistema promete autonomia superior a 400 km em condições normais de uso.
Os testes realizados em ambientes de frio extremo ajudam a explicar o interesse da indústria. Em temperaturas de até -30 °C, a potência de descarga chega a ser quase três vezes maior do que a de baterias LFP equivalentes, enquanto a capacidade se mantém acima de 90% mesmo a -40 °C, operando de forma estável até -50 °C.
A segurança também foi colocada à prova em situações severas, como esmagamento, perfuração e até serragem completa da bateria totalmente carregada. Segundo a CATL, não houve fumaça, incêndio ou explosão, e o fornecimento de energia foi mantido mesmo após os testes mais agressivos.
Esse avanço é resultado de quase uma década de desenvolvimento. A CATL iniciou as pesquisas com íon-sódio em 2016, investiu cerca de 10 bilhões de yuans e mobilizou uma equipe com mais de 300 pesquisadores, incluindo doutores, além de produzir centenas de milhares de células experimentais ao longo do processo.
Com a cadeia produtiva ganhando escala, a expectativa é que a tecnologia evolua rapidamente. A CATL aposta que 2026 será um ano-chave para a adoção do íon-sódio em novos mercados, impulsionada por custos menores, maior disponibilidade de matérias-primas e desempenho superior em condições climáticas extremas.
