Resumo da NotĂcia
A Ram atĂ© tem, no papel, um antĂdoto perfeito para enfrentar a Ford Maverick nos Estados Unidos. Mas, na prática, esse plano ainda está longe de sair do campo das ideias e esbarra em decisões estratĂ©gicas, custos elevados e prioridades bem definidas dentro da marca.
O desejo existe e parte do topo. Tim Kuniskis, CEO da Ram, não esconde a admiração pela Rampage, picape compacta desenvolvida no Brasil e hoje vendida também em outros mercados. Para ele, o modelo tem apelo, conceito moderno e potencial para agradar ao público americano.
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O problema começa quando o entusiasmo encontra a realidade industrial. Levar a Rampage para os EUA não se resume a transporte ou burocracia simples. A picape precisaria ser profundamente adaptada às exigências locais de segurança, iluminação e homologação.
Isso inclui novos testes de colisĂŁo e adequações estruturais que nĂŁo garantem aprovação imediata. Todo esse processo exige investimento pesado, com retorno incerto, especialmente em um mercado já competitivo e sensĂvel a preços.
Há ainda um fator interno que pesa na balança. Uma picape compacta poderia acabar disputando espaço com a futura Dakota, a nova picape média da Ram, prevista para chegar às concessionárias em 2027 como modelo 2028.
Kuniskis admite esse risco e prefere cautela. Segundo ele, quando os preços se aproximam, modelos de segmentos diferentes acabam brigando pelo mesmo cliente. Por isso, a marca quer entender primeiro o posicionamento da nova Dakota antes de dar qualquer passo adicional.
Vale lembrar que essa Dakota nada tem a ver com o modelo vendido hoje na América Latina. Trata-se de um projeto totalmente novo, pensado para a América do Norte, e que ocupa o centro das atenções da Ram no momento.
Enquanto isso, a Rampage segue como um “quase”. A ideia agrada, o produto é elogiado, mas o cronograma não joga a favor. Para quem espera uma rival direta da Maverick, o recado é claro: não vale adiar a compra. Essa espera pode ser longa.



