Caoa Changan Uni-T fica mais caro e tem reajuste de R$ 7 mil em abril

Apesar do pacote atraente e visual marcante, o modelo ainda precisa comprovar na prática se entrega tudo o que promete no dia a dia.
Continua após o anúncio

A chegada do Caoa Changan Uni-T marca um novo movimento das marcas chinesas no país, agora com produção local e ambição de ganhar espaço em um dos segmentos mais disputados do mercado. Com discurso focado em tecnologia, desempenho e custo-benefício, o modelo estreia cercado de expectativas — mas também de questionamentos sobre até onde consegue cumprir o que promete.

Continua após o anúncio

Produzido em Anápolis (GO), o SUV simboliza a retomada da Changan no Brasil, que já teve uma passagem discreta entre 2007 e 2012, ainda sob o nome Chana. Desta vez, a operação ganha corpo com o apoio da Caoa, que assume vendas, pós-venda e parte do desenvolvimento, além de investir pesado na estrutura industrial e na adaptação do carro ao mercado local.

Antes de chegar às lojas, o modelo passou por uma longa fase de testes no país, acumulando mais de 200 mil quilômetros rodados. A ideia foi ajustar o conjunto às condições brasileiras, dentro de uma estratégia que inclui montagem local no sistema “peça a peça” e aumento gradual do índice de nacionalização, começando por itens como pneus e bateria.

Continua após o anúncio

No lançamento, o Uni-T chegou com preço inicial de R$ 169.990, mas o valor subiu rapidamente para R$ 174.990 na versão única Infinity. Dependendo da cor — com exceção do preto — o preço pode chegar a R$ 176.990, evidenciando um reajuste que já chama atenção logo nos primeiros meses de mercado.

Em dimensões, o SUV se posiciona entre os médios, com porte semelhante ao de modelos como Audi Q3 Sportback, Jeep Compass e Toyota Corolla Cross. São cerca de 4,5 metros de comprimento e entre-eixos de 2,71 m, com porta-malas de 425 litros, o que o coloca diretamente na briga com nomes já consolidados.

Cobertura relacionadaNovo Freelander 8 chega híbrido, mede mais de 5 metros e pesa quase 3,5 toneladas
Continua após o anúncio

O visual é um dos pontos mais marcantes, com linhas ousadas, frente chamativa e proposta quase futurista. Por dentro, a cabine aposta em tecnologia, com destaque para as telas grandes, acabamento bem cuidado e soluções curiosas, como o sistema de aromatização integrado e saídas de som até no encosto de cabeça do motorista.

A lista de equipamentos é extensa e inclui itens como faróis full-LED, rodas de 20 polegadas, teto solar panorâmico fixo e pacote completo de assistências à condução. Entre os recursos, há piloto automático adaptativo, câmeras 360°, monitoramento de ponto cego e um sistema que permite manobrar o carro remotamente para frente e para trás em vagas apertadas.

Sob o capô, o motor 1.5 turbo flex entrega até 180 cv e 29,2 kgfm, combinado a um câmbio automatizado de dupla embreagem com sete marchas. Apesar dos números interessantes, o desempenho real é mais contido do que o visual esportivo sugere, com aceleração de 0 a 100 km/h na casa dos 8 segundos, além de consumo apenas mediano para a categoria.

No fim das contas, o Uni-T chega com um conjunto equilibrado e competitivo, mas ainda precisa provar consistência no dia a dia para se firmar. A proposta é forte no papel, mas a distância entre expectativa e experiência real pode ser decisiva para definir seu espaço em um mercado cada vez mais exigente.

Deixe um comentário

Seu e‑mail não será publicado.