Cadillac atrai milhares de candidatos para 595 vagas em seu projeto na Fórmula 1

A marca americana entra no grid com ambição esportiva clara, após um longo processo de aprovação e mesmo enfrentando resistências iniciais nos bastidores
Cadillac atrai milhares de candidatos para 595 vagas em seu projeto na Fórmula 1
Crédito da imagem: Divulgação

Resumo da Notícia

A entrada da Cadillac na Fórmula 1, como 11ª equipe do grid, revelou algo que nem os próprios idealizadores esperavam: um interesse avassalador de profissionais experientes, atraídos pela ideia de construir uma equipe do zero com espírito genuíno de competição. Longe de um projeto meramente corporativo, a marca americana chega ao paddock com ambição esportiva clara e discurso afinado com a tradição da categoria.

A aprovação oficial veio em março do ano passado, após um longo processo de 764 dias respaldado pela FIA e enfrentando resistência inicial de rivais. Até então, nem mesmo o nome “Fórmula 1” podia ser usado nos anúncios de contratação, o que obrigou a equipe a divulgar vagas sob o rótulo discreto de “automobilismo de elite”.

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Mesmo assim, a procura foi histórica. Segundo Graeme Lowdon, diretor da equipe, 595 vagas foram abertas e mais de 143 mil currículos recebidos. Desse universo, cerca de 6.500 candidatos foram entrevistados e 520 contratados até o fim de dezembro, número que continua crescendo com a expansão da operação.

O atrativo, segundo Lowdon, está menos no orçamento e mais nos valores. Muitos funcionários já haviam trabalhado com ele no passado, em projetos como Manor, Virgin e Marussia. A lógica é simples: habilidades técnicas se ensinam, princípios e ética de trabalho, não. Honestidade e pragmatismo, diz ele, são a base para avançar.

Dentro da pista, o trabalho começou cedo. Desde maio do ano passado, a Cadillac vem simulando fins de semana de corrida, ajustando processos e criando sua própria linguagem de comunicação. O primeiro teste do carro aconteceu em janeiro, em Silverstone, sob pista molhada, um marco simbólico para um time ainda em formação.

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O elenco também chama atenção. Sergio Pérez e Valtteri Bottas, ambos vencedores de corridas e com longa bagagem na Fórmula 1, lideram um grupo majoritariamente formado por profissionais vindos de equipes rivais. No papel, a soma chega a 2.500 anos de experiência em gestão, ainda que o convívio coletivo seja recente.

Quanto ao desempenho na estreia oficial, marcada para 8 de março, na Austrália, o discurso é realista. Ninguém sabe exatamente onde cada equipe está, admite Lowdon. O foco, por ora, é controlar o que está ao alcance e ganhar respeito. A meta é clara: ser reconhecida como uma equipe de corrida de verdade, dentro e fora da pista.

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