Resumo da Notícia
A indústria automotiva chinesa avança para um novo estágio de regulação ao propor regras mais claras para os sistemas de condução assistida. Em meio ao crescimento acelerado da tecnologia, o foco agora recai sobre segurança e responsabilidade. A proposta busca organizar um setor que evolui mais rápido do que as normas conseguem acompanhar.
Colocada em consulta pública entre 16 e 22 de abril, a nova regulamentação estabelece diretrizes para sistemas inteligentes de assistência ao condutor. A previsão é que entre em vigor em janeiro de 2027. Até lá, empresas e especialistas poderão opinar sobre os critérios definidos.

A responsabilidade pela condução continua sendo do motorista. A tecnologia atua apenas como apoio, dentro de limites bem definidos de operação.
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Para organizar o mercado, a norma divide os sistemas de nível 2 em três categorias. A primeira envolve assistência básica em uma única faixa, comum em rodovias. Já a segunda permite mudanças de faixa com apoio eletrônico, enquanto a terceira integra navegação em trajetos mais complexos.
Outro ponto relevante é o controle sobre a atenção do motorista. O sistema deverá monitorar continuamente mãos no volante e olhos na via. Caso o condutor se distraia, alertas progressivos serão emitidos para retomar o foco na direção.
Se os avisos forem ignorados, as consequências se tornam mais rígidas. O sistema pode ser desativado temporariamente e, em casos recorrentes, bloqueado por períodos maiores. Em situações mais graves, o uso pode ser suspenso por pelo menos 30 minutos.
Esse nível de rigor, porém, já desperta críticas. Usuários relatam que alguns sistemas atuais são sensíveis demais, emitindo alertas mesmo em ações simples. Ajustar o ar-condicionado ou verificar o GPS pode ser suficiente para gerar advertências.
Além do comportamento do motorista, a norma também impõe exigências técnicas aos veículos. Um exemplo é a capacidade de detectar obstáculos a 120 metros de distância, mesmo em velocidades elevadas. Esses testes serão avaliados em diferentes cenários, incluindo simulações e condições reais.
Desenvolvida com participação de gigantes como Tesla, Huawei, Xiaomi e BYD, a proposta marca um passo importante para padronizar o setor. Ainda assim, questões técnicas — como o uso de câmeras ou LiDAR — seguem em debate. A consulta pública será decisiva para ajustar esses pontos antes da versão final.
