BYD surpreende com salto de 2.225% nas vendas na Alemanha

A montadora chinesa de veículos elétricos BYD registrou um novo recorde ao comercializar 3.255 unidades na Alemanha em setembro
BYD surpreende com salto de 2.225% nas vendas na Alemanha
Crédito da imagem: BYD

Resumo da Notícia

A ascensão da BYD no mercado global de veículos elétricos vem contrariando o cenário de retração vivido por outras marcas chinesas. Enquanto muitas sofrem com barreiras comerciais e queda nas vendas, a gigante de Shenzhen expande sua presença em ritmo acelerado, especialmente na Europa. Nos Estados Unidos, a empresa permanece praticamente fora do jogo, bloqueada por tarifas impostas tanto por Donald Trump quanto por Joe Biden — o que a levou a apostar firme em outros continentes.

Na Alemanha, a BYD registrou em setembro seu melhor desempenho desde a estreia, com 3.255 carros vendidos — um salto impressionante de 2.225% em relação ao mesmo mês de 2024. Somando o terceiro trimestre, foram 5.495 unidades, crescimento de 835% segundo a KBA, autoridade automotiva alemã. De janeiro a setembro, já são 11.818 carros, o que representa alta de 560% sobre o mesmo período do ano passado.

Vice-presidente da BYD prevê enxurrada de falências na indústria chinesa
Crédito da imagem: BYD

O desempenho é ainda mais notável diante do mau momento de outras marcas chinesas. A Nio, por exemplo, vendeu apenas 20 carros, enquanto a Great Wall Motor (GWM) caiu 73% e a Lotus encolheu pela metade. Na contramão, a Xpeng disparou 630%, com 241 unidades, e a Leapmotor somou 910 vendas — apoiadas, respectivamente, por Volkswagen e Stellantis, que enxergam nessas parcerias um trampolim para o futuro elétrico europeu.

Mesmo com a força no exterior, a BYD enfrenta um desaquecimento no mercado doméstico. Em setembro, suas vendas globais recuaram 5,9%, para 393 mil veículos, o que levou a empresa a reduzir sua meta anual de 5,5 milhões para 4,6 milhões de unidades. Ainda assim, as exportações seguem em alta, com 71.256 carros vendidos fora da China em setembro — alta de 115,8%.

No acumulado de 2025, a marca já exportou 697 mil veículos, um salto de 123% em relação ao mesmo período de 2024, aproximando-se da ambiciosa meta de 1 milhão de unidades vendidas no exterior até o fim do próximo ano. Para sustentar esse avanço, a BYD vem investindo em uma frota própria de navios cargueiros — oito no total — capaz de transportar até 1 milhão de carros por ano. O mais recente deles, o BYD Jinan, entrou em operação na semana passada.

BYD entra no Top 7 das marcas que mais vendem carros no Brasil
Crédito da imagem: BYD

A expansão também inclui fábricas fora da China. A marca já iniciou a montagem do hatch elétrico Seagull em sua unidade de Camaçari, na Bahia, e prepara novas plantas no Paquistão (2026) e no Uzbequistão (já em operação desde 2024). Todas funcionam em regime CKD, com os veículos enviados desmontados da China para montagem local — uma estratégia que visa maior nacionalização e vantagens fiscais.

Na Europa, a primeira fábrica da marca foi erguida em Szeged, na Hungria, mas a produção em massa foi adiada para 2026. A ideia é atender à crescente demanda no continente e reduzir a dependência das exportações chinesas, em um momento em que a União Europeia avalia impor tarifas às montadoras do país asiático.

Enquanto isso, o Reino Unido desponta como o mercado mais promissor da BYD fora da Ásia. Em setembro, as vendas saltaram 880%, alcançando 11.271 carros — impulsionadas pelo SUV híbrido plug-in Seal U. O país se tornou o maior destino da marca fora da China, beneficiado pela ausência de tarifas sobre veículos elétricos chineses, um alívio que a BYD vem aproveitando ao máximo para consolidar sua presença no Velho Continente.

Deixe um comentário

Seu e‑mail não será publicado.