Resumo da NotĂcia
A BYD abriu 2026 reforçando sua aposta em volume, eficiĂŞncia e custo-benefĂcio, ao atualizar a linha Qin com mudanças que vĂŁo alĂ©m do marketing. Em um mercado chinĂŞs cada vez mais competitivo e regulado, a marca decidiu atacar um ponto sensĂvel: autonomia elĂ©trica real, preço acessĂvel e enquadramento nos incentivos fiscais para veĂculos de nova energia.
Os sedĂŁs Qin Plus DM-i e Qin L DM-i passam a oferecer atĂ© 210 quilĂ´metros de alcance em modo elĂ©trico, graças Ă nova bateria LFP de 25,28 kWh, fabricada pela prĂłpria BYD. A estratĂ©gia nĂŁo Ă© apenas tĂ©cnica, mas fiscal: desde este ano, modelos precisam superar 100 km de autonomia para se beneficiarem da alĂquota reduzida de imposto sobre elĂ©tricos na China.
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Lançados oficialmente no dia 8 de janeiro, os dois modelos fazem parte da sĂ©rie Dynasty e seguem como pilares de vendas da montadora, que comercializou mais de 660 mil unidades da famĂlia Qin no ano passado. A atualização chega para manter o ritmo em um segmento onde cada detalhe conta, especialmente no mercado de massa.
Visualmente, o Qin Plus DM-i preserva o desenho Loong Face, mas ganha novas opções de cores e segue com porte superior ao de sedãs globais como o Toyota Corolla. Já o Qin L DM-i, maior e mais sofisticado, aposta em uma frente mais agressiva e acabamento interno mais tecnológico, mirando um público disposto a subir um degrau sem migrar para marcas premium.
No conjunto mecânico, ambos utilizam o sistema hĂbrido DM 5.0, que combina motor 1.5 a combustĂŁo com um elĂ©trico de 161 cv. A diferença está no pacote de baterias e no posicionamento de preço, que começa em 79.800 yuans no Qin Plus e chega a 116.800 yuans no Qin L com a bateria maior.
Por dentro, a evolução também é clara. As versões mais completas trazem o sistema DiLink 100, telas de até 15,6 polegadas, assistente de condução DiPilot 100 e até funções pouco usuais no segmento, como karaokê integrado e refrigerador. É um pacote que reforça a percepção de valor sem elevar demais o custo final.
Em comparação com rivais diretos, a BYD se destaca pelo tamanho das baterias, superiores Ă s de concorrentes como Geely e Chery, que ainda operam abaixo dos 20 kWh. O movimento evidencia o domĂnio da marca sobre sua cadeia produtiva e o controle rigoroso de custos, um dos seus principais trunfos.
Com a linha Qin liderando as vendas mensais da empresa e novos modelos da famĂlia Seal já anunciados, a BYD deixa claro que nĂŁo pretende desacelerar. Ao ampliar autonomia, manter preços agressivos e atender Ă s novas regras fiscais, a montadora reforça sua posição como referĂŞncia no mercado chinĂŞs de eletrificados populares.



