Resumo da Notícia
As rodovias federais brasileiras atravessaram 2025 sob um sinal de alerta. Em meio ao aumento do fluxo de veículos e à fiscalização mais intensa, o país assistiu a um comportamento preocupante de parte dos motoristas, refletido em números inéditos de infrações e em cenas de imprudência cada vez mais frequentes nas estradas.
Ao longo do ano, a Polícia Rodoviária Federal aplicou 10.277.088 multas, superando pela primeira vez a marca de 10 milhões de autuações. O volume representa um crescimento de 8,36% em relação a 2024 e consolida 2025 como o ano com mais registros de infrações nas rodovias federais.
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Situações flagradas pelas câmeras da PRF ajudam a explicar o cenário. Na BR-153, no Tocantins, carros arriscam ultrapassagens proibidas entre caminhões. Na Bahia, um motociclista cruza uma passarela de pedestres. Em outros trechos, caminhões e veículos leves desafiam a sinalização e colocam vidas em risco.
O excesso de velocidade segue como o principal problema. Sete em cada dez multas aplicadas em 2025 foram por desrespeito aos limites da via. Em Minas Gerais, um radar registrou um carro a 200 km/h na BR-381, enquanto outros veículos passaram pelo mesmo ponto muito acima do permitido.
Para a PRF, a velocidade elevada reduz o tempo de reação e agrava as consequências dos acidentes. Segundo o coordenador-geral de Segurança Viária, Jefferson Almeida, dirigir rápido demais impede o condutor de perceber perigos a tempo e aumenta significativamente a gravidade dos sinistros quando eles acontecem.
Além da velocidade, chamam atenção as autuações por falta de licenciamento e por manobras irregulares, como o uso do acostamento e ultrapassagens em locais proibidos. Muitas dessas infrações, segundo a PRF, ocorrem por decisões precipitadas ou pela avaliação equivocada das condições da pista e do clima.
As BRs 101 e 116 lideraram o ranking de multas em 2025. Cortando grandes centros urbanos e funcionando como eixos logísticos do país, essas rodovias concentram tráfego intenso durante todo o ano. Diante do recorde, a PRF afirma ter reforçado a fiscalização e ampliado o uso de radares, mas destaca que a redução das infrações depende, sobretudo, de uma mudança efetiva no comportamento dos motoristas.

