Resumo da Notícia
A corrida pelas baterias de estado sólido avança, mas ainda enfrenta barreiras importantes antes de chegar de fato às ruas. Apesar do entusiasmo da indústria, executivos do setor reconhecem que a tecnologia ainda precisa amadurecer. O caminho até a produção em larga escala segue cercado de desafios técnicos e econômicos.
O presidente da Great Wall Motor, Wei Jianjun, foi direto ao ponto ao afirmar que essas baterias devem levar pelo menos cinco anos para alcançar uso comercial amplo. Segundo ele, o desenvolvimento ainda está em fase de validação. Questões como custo, segurança e desempenho continuam sendo obstáculos relevantes.

Enquanto isso, a montadora tenta avançar com soluções intermediárias. Durante a CES 2026, em Las Vegas, a empresa apresentou uma bateria híbrida líquido-sólido voltada a modelos de médio e alto padrão. A tecnologia traz densidade energética de até 245 Wh/kg, sinalizando evolução gradual no setor.
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Além disso, a fabricante planeja iniciar ainda este ano a aplicação em larga escala de baterias de 100 kWh com densidade de 188 Wh/kg. Outro destaque é a capacidade de carregamento de 6C, que promete tempos mais curtos de recarga. A estratégia indica um passo intermediário antes da adoção total do estado sólido.
Mesmo investindo em eletrificação, a GWM mantém uma abordagem diversificada. A empresa segue desenvolvendo motores a combustão, incluindo novos V6 a diesel e V8 a gasolina previstos para breve. A decisão mostra que a transição energética ainda será gradual, sem abandono imediato das tecnologias tradicionais.

Enquanto isso, concorrentes já se movimentam com mais agressividade. O GAC Group anunciou uma linha de produção de baterias de estado sólido com células de 60 Ah em testes. Já empresas como CALB e Dreame também revelaram avanços com promessas de densidade energética ainda maior.
Dentro do próprio grupo, a Svolt já havia desenvolvido, em 2022, um protótipo de célula com até 400 Wh/kg. Apesar dos bons resultados iniciais, a evolução tem sido mais lenta do que o esperado. A expectativa agora é que a produção em massa só aconteça entre 2027 e 2030, reforçando que a revolução das baterias ainda exige paciência.
