Baterias de estado sólido ainda levarão 5 anos para se popularizar, diz presidente da GWM

Presidente da GWM estima que baterias de estado sólido levarão 5 anos para uso comercial amplo, enquanto montadora investe em soluções híbridas.
Baterias de estado sólido ainda levarão 5 anos para se popularizar, diz presidente da GWM
Crédito da imagem: GWM

Resumo da Notícia

  • Executivos do setor automotivo reconhecem que as baterias de estado sólido ainda enfrentam desafios técnicos e econômicos para produção em larga escala.
  • Wei Jianjun, presidente da Great Wall Motor (GWM), projeta que a popularização dessas baterias levará pelo menos cinco anos.
  • Enquanto isso, a GWM apresentou uma bateria híbrida líquido-sólido com densidade energética de até 245 Wh/kg.
  • A montadora também planeja aplicar em larga escala baterias de 100 kWh com carregamento 6C ainda este ano.
  • A GWM mantém uma estratégia diversificada, continuando o desenvolvimento de motores a combustão.
  • Concorrentes como GAC Group, CALB e Dreame também anunciam avanços em baterias de estado sólido.
  • A Svolt desenvolveu um protótipo com alta densidade energética, mas a produção em massa é esperada apenas entre 2027 e 2030.
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A corrida pelas baterias de estado sólido avança, mas ainda enfrenta barreiras importantes antes de chegar de fato às ruas. Apesar do entusiasmo da indústria, executivos do setor reconhecem que a tecnologia ainda precisa amadurecer. O caminho até a produção em larga escala segue cercado de desafios técnicos e econômicos.

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O presidente da Great Wall Motor, Wei Jianjun, foi direto ao ponto ao afirmar que essas baterias devem levar pelo menos cinco anos para alcançar uso comercial amplo. Segundo ele, o desenvolvimento ainda está em fase de validação. Questões como custo, segurança e desempenho continuam sendo obstáculos relevantes.

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Crédito da imagem: GWM
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Enquanto isso, a montadora tenta avançar com soluções intermediárias. Durante a CES 2026, em Las Vegas, a empresa apresentou uma bateria híbrida líquido-sólido voltada a modelos de médio e alto padrão. A tecnologia traz densidade energética de até 245 Wh/kg, sinalizando evolução gradual no setor.

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Além disso, a fabricante planeja iniciar ainda este ano a aplicação em larga escala de baterias de 100 kWh com densidade de 188 Wh/kg. Outro destaque é a capacidade de carregamento de 6C, que promete tempos mais curtos de recarga. A estratégia indica um passo intermediário antes da adoção total do estado sólido.

Mesmo investindo em eletrificação, a GWM mantém uma abordagem diversificada. A empresa segue desenvolvendo motores a combustão, incluindo novos V6 a diesel e V8 a gasolina previstos para breve. A decisão mostra que a transição energética ainda será gradual, sem abandono imediato das tecnologias tradicionais.

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Células de bateria da GWM – Crédito da imagem: GWM

Enquanto isso, concorrentes já se movimentam com mais agressividade. O GAC Group anunciou uma linha de produção de baterias de estado sólido com células de 60 Ah em testes. Já empresas como CALB e Dreame também revelaram avanços com promessas de densidade energética ainda maior.

Dentro do próprio grupo, a Svolt já havia desenvolvido, em 2022, um protótipo de célula com até 400 Wh/kg. Apesar dos bons resultados iniciais, a evolução tem sido mais lenta do que o esperado. A expectativa agora é que a produção em massa só aconteça entre 2027 e 2030, reforçando que a revolução das baterias ainda exige paciência.

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