Autoescolas: deputados pressionam por permanência do sistema

Deputados debatem a obrigatoriedade dos CFCs para CNH na Câmara. Parlamentares alertam para riscos à segurança viária e impactos econômicos com a flexibilização da exigência, criticando a resolução do Contran.
Autoescolas: deputados pressionam por permanência do sistema
Crédito da imagem: Zeca Ribeiro/Agência Câmara

Resumo da Notícia

  • A Câmara dos Deputados debateu a manutenção da obrigatoriedade dos Centros de Formação de Condutores (CFCs) para a obtenção da CNH.
  • Parlamentares expressaram preocupação com a resolução do Contran de dezembro de 2025, que permite aulas teóricas e práticas com instrutores autônomos.
  • Deputados de diferentes partidos alertaram para possíveis riscos à segurança viária e o enfraquecimento do setor de autoescolas.
  • Críticas foram feitas à permissão de aulas em veículos sem duplo comando e ao uso exclusivo de simuladores para o aprendizado.
  • O Projeto de Decreto Legislativo 1031/25 foi apresentado para suspender a norma do Contran e proteger empregos no setor.
  • Foi levantada a questão dos impactos econômicos e sociais, com a estimativa de 300 mil empregos em risco no setor.
  • O relator da comissão especial, Aureo Ribeiro, propôs transferir a gestão da formação de condutores do Ministério dos Transportes para o Ministério da Educação.
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A discussão sobre a formação de motoristas voltou à Câmara nesta quarta-feira (18), com debate acalorado sobre a manutenção da obrigatoriedade dos Centros de Formação de Condutores (CFCs) para obtenção da CNH. Parlamentares e profissionais do setor alertam para riscos à segurança viária caso a exigência seja flexibilizada.

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Deputados da base e da oposição demonstraram preocupação com a resolução do Contran de dezembro de 2025, que permite aulas teóricas e práticas com instrutores autônomos, sem passar pelos CFCs. Para eles, a mudança pode enfraquecer o setor e comprometer a qualidade do aprendizado.

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Crédito da imagem: Vinicius Loures / Câmara dos Deputados
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A deputada Geovania de Sá (PSDB-SC) criticou o fim das aulas formais, alertando que a medida pode “sucatear” as autoescolas e aumentar acidentes. “Nunca tinha visto uma audiência pública com tanta gente, isso mostra a necessidade de rever essa injustiça social”, afirmou.

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Laura Carneiro (PSD-RJ) classificou a situação como “esdrúxula” e defendeu rapidez na votação das propostas. Ela criticou a permissão para aulas em veículos sem duplo comando e o uso exclusivo de simuladores, destacando que “imaginar que se aprende a dirigir no simulador é não entender o que é dirigir”.

O deputado Coronel Meira (PL-PE), autor do Projeto de Decreto Legislativo 1031/25, pediu a suspensão da norma do Contran para proteger as autoescolas e os empregos do setor. Ele alertou que a categoria enfrenta prejuízos acumulados nos últimos nove meses e precisa de uma solução urgente.

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Lindbergh Farias (PT-RJ), vice-líder do governo, discordou do Ministério dos Transportes e ressaltou impactos econômicos e sociais da medida. Segundo ele, cerca de 300 mil empregos estão em risco e a falsa ideia de que “o mercado se regula sozinho” pode levar a aumento de acidentes e mortes no trânsito.

O relator da comissão especial, Aureo Ribeiro (Solidariedade-RJ), afirmou que apresentará parecer na primeira quinzena de maio. Ele defende transferir a gestão da formação de condutores do Ministério dos Transportes para o Ministério da Educação, alegando que a pasta de infraestrutura não tem preparo para cuidar de educação de trânsito.

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