Resumo da Notícia
A Bugatti encerrou um ciclo emblemático da história automotiva com a conclusão da produção do Bolide, seu hipercarro exclusivo para pistas. A marca francesa celebra a despedida do lendário motor W16, que por mais de 20 anos definiu o desempenho extremo da empresa. O Bolide simboliza, assim, o fim de uma era de engenharia sem concessões.
O Bolide foi concebido como uma máquina de corrida em forma de carro de rua: chassi de carbono desenvolvido com a Dallara, 1.578 cv, apenas 1.450 kg e aceleração de 0 a 300 km/h em 11,5 segundos. A aerodinâmica extrema e a suspensão de pista deixam claro que ele nasceu para circuitos, não avenidas. Um verdadeiro protótipo com motor W16 quadriturbo.
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A série foi limitada a 40 unidades, todas vendidas rapidamente, com preços que ultrapassam os R$ 25 milhões cada. O último Bolide seguiu um esquema de cores inspirado no histórico Type 35, replicando a paleta do Veyron Grand Sport Vitesse “La Finale”, que pertence ao mesmo colecionador. A exclusividade e personalização reforçam o caráter de item de colecionador.
O proprietário final é um colecionador de longa data da marca, dono de um Type 35 clássico e do Veyron “La Finale”. Ele pagou cerca de € 4 milhões (aproximadamente R$ 24 milhões) por um carro que não pode rodar em vias públicas, mas que eterniza a experiência e o som do W16. Um investimento em história e performance pura.
Com o fim do Bolide, o motor W16 ainda terá um último suspiro no roadster Mistral, limitado a 99 unidades. A Bugatti iniciará então a transição para a eletrificação com o novo Tourbillon, que usará um V16 naturalmente aspirado híbrido, mantendo a performance extrema em uma era de emissões mais rígidas. O futuro da marca já aponta para inovação sustentável.
O Bolide mostra tudo que se espera de um Bugatti extremo: aceleração brutal, comportamento de protótipo e som quase sobrenatural do W16. Cada detalhe é pensado para performance, sem luxo supérfluo. Até iniciativas como o Programa Solitaire reforçam a exclusividade, permitindo criar veículos “one-off” com chassis e motores existentes.
Mais do que um carro, o Bolide é um marco histórico. Ele celebra o motor W16, símbolo de duas décadas de hipercarros icônicos, e ao mesmo tempo sinaliza a mudança de paradigma da marca. O som, a velocidade e a mecânica pura dificilmente serão reproduzidos pelos futuros sistemas híbridos da Bugatti.
O encerramento do Bolide marca, portanto, não apenas o fim de um modelo, mas a despedida de uma filosofia de engenharia. A era dos motores gigantes de 16 cilindros chega ao fim, enquanto a Bugatti se prepara para reinventar a performance com eletrificação e inovação. O W16 entra para a história, mas seu legado permanece vivo.

