Resumo da Notícia
O aumento nos preços da gasolina na China deu novo fôlego às ações da BYD, gigante de veículos de nova energia (NEV). Enquanto o mercado de ações doméstico recuava, os papéis da montadora dispararam, reforçando o apelo dos veículos elétricos em meio à alta dos combustíveis fósseis.
Na segunda-feira, as ações da BYD em Shenzhen subiram 4,92%, atingindo 108,10 yuans (US$ 15,67) por ação, o maior valor desde outubro de 2025. Em contraste, o índice Shanghai Composite caiu 3,54%, e o Shenzhen Component recuou 3,56%, refletindo um cenário geral de queda.
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O governo chinês anunciou medidas regulatórias temporárias para conter os preços do petróleo refinado, limitando o aumento previsto de 2.205 para 1.160 yuans por tonelada. Para motoristas de carros com tanque de 50 litros, isso representa um gasto extra de cerca de 40 yuans por abastecimento.
A BYD, que abandonou os motores a combustão em março de 2022, faturou alto com veículos elétricos a bateria (BEVs) e híbridos plug-in (PHEVs). Em 2025, vendeu 2,256 milhões de BEVs e 2,288 milhões de PHEVs, superando pela primeira vez a Tesla, segundo a CnEVPost.
Para se manter competitiva, a montadora lançou recentemente a segunda geração da bateria Blade e a tecnologia de carregamento ultrarrápido, que permite passar de 10% a 70% de carga em cinco minutos. Além disso, planeja instalar 20 mil estações de carregamento rápido até o final de 2026.
O crescimento do setor NEV é impulsionado não apenas pela inovação tecnológica, mas também pelo aumento dos custos de veículos a gasolina. Com o sexto reajuste do ano programado para 24 de março, analistas apontam a BYD como um dos principais beneficiários da transição energética na China.
Em Hong Kong, as ações da BYD chegaram a subir 8,4% no início do pregão, mesmo que depois tenham se estabilizado. O desempenho supera amplamente o mercado em geral, reforçando a posição da empresa como líder na corrida por veículos elétricos no país.

