Resumo da Notícia
O avanço da indústria chinesa de veículos elétricos voltou a chamar a atenção do mercado nesta semana. A valorização das ações da BYD em Hong Kong refletiu um momento de forte expectativa dos investidores, impulsionado por rumores sobre grandes pedidos para a fábrica da empresa no Brasil e pela expansão das vendas internacionais da montadora.
Na segunda-feira, os papéis da companhia registraram alta expressiva de 7,8%, o maior ganho diário em mais de um ano, liderando as valorizações no índice de tecnologia da bolsa local. No mesmo movimento, ações da Xiaomi subiram 5,64%, enquanto a Nio Inc. avançou cerca de 5%.

O otimismo ganhou força após uma reportagem do jornal singapuriano Lianhe Zaobao indicar que a fábrica brasileira da BYD teria recebido uma grande encomenda de veículos para exportação. Segundo a publicação, citando declarações da vice-presidente executiva Stella Li, Argentina e México teriam solicitado 100 mil carros no total.
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De acordo com a informação, cada país teria reservado cerca de 50 mil unidades, destinadas principalmente ao abastecimento de seus mercados locais. A reportagem menciona ainda que os pedidos foram comentados em material da Reuters, embora a versão original não tenha sido localizada posteriormente por alguns veículos especializados.
Mesmo com oscilações nas vendas internas, a estratégia internacional da BYD tem ganhado peso. Nos dois primeiros meses do ano, a companhia comercializou 400.241 veículos elétricos, queda de 36% na comparação anual, mas as exportações avançaram e se tornaram peça central nos planos de crescimento.
A empresa sediada em Shenzhen pretende ampliar fortemente sua presença fora da China e já projeta vender 1,3 milhão de veículos no exterior até 2026. Parte desse movimento passa pela expansão de sua fábrica no Brasil, que hoje tem capacidade para produzir 150 mil carros por ano.
Segundo Stella Li, a unidade brasileira deverá ser ampliada em etapas até atingir 600 mil veículos anuais. A executiva também confirmou um investimento de cerca de 300 milhões de reais na construção de um centro de pesquisa no Rio de Janeiro, projeto previsto para começar ainda este ano e ser concluído em 2028.
