Resumo da Notícia
O América-RN oficializou nesta segunda-feira a chegada do técnico Ranielle Ribeiro, que retorna ao clube em um momento de reconstrução. Ex-atleta de futsal do Alvirrubro, ele afirmou ter se sentido em casa, ao reencontrar profissionais que hoje compõem a comissão técnica permanente.
Em sua primeira entrevista, o treinador potiguar ressaltou que assumir o comando do time é a realização de um sonho pessoal e profissional, acompanhado do peso da responsabilidade.
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“Parte do objetivo foi alcançado, e só vai ser completo escrevendo uma grande história neste grande clube. Se escrevem grandes histórias com conquistas, com vitórias, e é com esse pensamento que a gente assume, essa grande responsabilidade”, declarou.
Durante a apresentação, Ranielle homenageou Artur Ferreira, figura histórica do futsal americano, a quem atribuiu parte da sua formação. “Minha gratidão a Artur, por todos os ensinamentos e por ter me preparado para esse momento tão especial na minha carreira”, disse.
Em tom emocionado, lembrou também da mãe, Ivoneide, torcedora declarada do América: “Quero mandar um abraço para minha mãe que é americana ‘doente’. Tenho certeza que agora o coração dela está muito alegre com essa nossa apresentação aqui no clube”.
Ranielle recordou sua passagem pelo futsal do América, entre 2000 e 2004, período no qual conviveu com Ferreira. “Arturzinho sempre viveu o América. Ele conseguia transmitir essa imagem de respeito e admiração pelo clube aos seus atletas. Lembro bem que, quando um dos filhos dele fazia aniversário, ele costumava levá-los aos nossos treinos para cantarmos parabéns, apenas por acreditar que isso deixaria o filho mais feliz. Essa é a lição que trago comigo neste retorno”, relatou.
Decisão pela proposta americana
Segundo o técnico, sua chegada ao clube foi marcada por uma forte identificação com a proposta da SAF e pela estrutura encontrada.
“Devido à bela campanha que fizemos lá no ASA, os números falam por si só. Graças a Deus, apareceram muitas oportunidades, abriram várias portas, mas na primeira ligação do Vitinho (Arteiro, CEO da SAF) para o nosso empresário, aquilo me tocou. Porque eu queria realmente trabalhar no América como objetivo profissional, mas também entendia que a estrutura ia potencializar meu trabalho. A estrutura, o processo diretivo, os profissionais que aqui estão, e confesso que eu fui surpreendido positivamente”, explicou.
Ele destacou a organização e modernização do clube como fatores decisivos: “Ao entrar no América, eu fui ‘atropelado’ por toda uma infraestrutura muito organizada, um clube que não deixa a desejar nenhum clube. O América hoje está preparado realmente para sair dessa divisão, entrar em outras e não voltar mais”.
Ranielle frisou a importância de ter encontrado uma comissão técnica formada majoritariamente por profissionais potiguares. “90% dos funcionários que aqui estão são da terra. E eles me surpreenderam porque eu os vi iniciando nas suas carreiras e hoje eu os encontro preparados para exercer a função que exercem. Seja da fisiologia até a análise de desempenho, encontrei os meninos totalmente modernizados, que acompanharam a evolução que o futebol e todo o processo de desenvolvimento dentro do clube precisa”, afirmou.
Para o treinador, essa realidade reforça a convicção de que escolheu o projeto certo. Ele também ressaltou os efeitos da SAF: “Às vezes o torcedor não entende, não imagina o quão a SAF foi positiva para o clube, o quanto se vê de coisas positivas aqui dentro. E tenho certeza que é questão de tempo para que o América realmente saia dessa divisão e possa galgar nas divisões que realmente ele precisa e merece estar”.
Planos esportivos e montagem do elenco
Ranielle já iniciou o trabalho ao lado de Vitor Arteiro e de outros dirigentes, mesmo antes da chegada do novo executivo de futebol. O treinador confirmou a intenção de manter a base do elenco que encerrou a última temporada: “Ninguém consegue ser tricampeão estadual e chegar às quartas de final da Série D sem ter qualidade. Por isso, pretendo renovar com boa parte do grupo que encerrou a temporada. É claro que alguns não vão permanecer, seja por outras propostas ou motivos diversos, mas quero manter pelo menos uma base”.
A situação do meia Souza também foi comentada. “Todos sabem do que Souza é capaz. Estão ocorrendo contatos para que haja uma construção de ideias com o próprio atleta, e apenas Arteiro e o executivo que está por vir poderão responder com mais precisão sobre as negociações. Não é todo atleta que ostenta os números que ele tem no América, além do carinho que recebe da torcida”, afirmou.
Ranielle contará com os mesmos profissionais que o acompanharam no ASA: o auxiliar técnico Júnior Queiroz e o preparador físico Vitor Bastos. Ele revelou ainda que a apresentação oficial do elenco está programada para o dia 17 de novembro, marcando o início do trabalho em campo para a temporada.
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