Remo sofre punição após duelo tenso contra Palmeiras

O empate entre Remo e Palmeiras na Série B foi marcado por polêmicas dentro e fora de campo, resultando em punições severas para jogador e dirigente do clube paraense
Remo sofre punição após duelo tenso contra Palmeiras
Foto: Raul Martins / Remo
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O empate entre Remo e Palmeiras, pela Série B, teve repercussões que vão muito além do placar. Incidentes durante e após o duelo no Mangueirão levaram a punições severas tanto para jogadores quanto para dirigentes, aumentando a tensão no clube paraense. O jogo, marcado por polêmicas de arbitragem, virou caso de tribunal.

O volante Zé Ricardo, expulso após uma entrada dura em Andreas Pereira, recebeu punição de cinco jogos do STJD. O lance, que gerou preocupação imediata na comissão técnica palmeirense, foi considerado uma jogada violenta e de risco elevado à integridade física do adversário.

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Na análise da 3ª comissão disciplinar, o atleta foi enquadrado em dois artigos do Código Brasileiro de Justiça Desportiva. O artigo 254 classificou a joelhada nas costas de Andreas como agressão física, resultando em quatro jogos de suspensão.

Além disso, o artigo 254-A acrescentou mais uma partida ao gancho, considerando a conduta de Zé Ricardo como violenta. A suspensão já inclui o cartão vermelho automático recebido durante o empate em 1 a 1 no último domingo.

Outro episódio envolvendo o volante ocorreu durante a paralisação do VAR, quando ele jogou água em Gustavo Gómez, capitão do Palmeiras. A comissão disciplinar considerou o ato hostil, reforçando a penalidade e demonstrando a gravidade dos incidentes.

Não apenas o elenco foi afetado. O presidente do Remo, Antônio Carlos Teixeira, o Tonhão, também foi punido pelo STJD. O dirigente foi suspenso por 60 dias por invasão de campo e xingamentos direcionados à arbitragem, incluindo termos como “isso foi uma vergonha” e “arbitragem vergonhosa”.

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Segundo a súmula, Tonhão teria invadido o gramado imediatamente após o apito final, questionando a condução da partida pelo árbitro Rafael Klein. A diretoria do Remo tentou apresentar vídeos para contestar a denúncia, mas a defesa não foi acatada pelo tribunal.

A punição ao mandatário remista inclui duas infrações distintas: invasão (artigo 258) e ofensas à honra da equipe de arbitragem (artigo 243). Além da suspensão, o clube foi multado em R$ 15 mil, aumentando a pressão financeira e administrativa.

O desfecho do julgamento representa um impacto direto no time. A ausência de Zé Ricardo em cinco partidas compromete a estratégia do técnico, principalmente em uma fase decisiva da Série B, exigindo reorganização tática e emocional.

Internamente, a direção azulina já sinalizou a intenção de recorrer das decisões, especialmente no caso do volante. A agilidade do STJD no julgamento surpreendeu os bastidores e deixou clara a postura firme da entidade diante de infrações graves.

O episódio expõe ainda a tensão acumulada no clube durante o jogo. Ofensas de torcedores e atitudes hostis no gramado refletem um desgaste que ultrapassa o lado técnico e ameaça a estabilidade do ambiente interno.

A combinação de punições a jogador e dirigente aumenta a pressão sobre o Remo, que precisa equilibrar disciplina e desempenho. O momento exige ajustes rápidos para evitar novos episódios que possam comprometer a campanha.

Entre campo e tribunal, o clube paraense enfrenta uma fase decisiva. A expectativa agora é que recursos legais amenizem as sanções e que a diretoria consiga restaurar o foco do elenco, buscando equilíbrio emocional e tático para os desafios que se aproximam.

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