Resumo da Notícia
O volante Edson, do ABC, foi citado na súmula pelo árbitro Léo Simão Holanda (CE) após a derrota por 6 a 2 para o Vitória, nesta quarta-feira (20), no Estádio Barradão, em Salvador, pelo jogo de ida da semifinal da Copa do Nordeste. No documento, o árbitro relatou que o jogador resistiu a deixar o campo depois de receber cartão vermelho direto e afirmou ter sido ofendido verbal e fisicamente pelo atleta.
A expulsão de Edson ocorreu ainda nos acréscimos do primeiro tempo, em um lance que mudou o rumo da partida. Naquele momento, o ABC vencia por 2 a 1, com gols de Igor Bahia e Wallyson, até que o volante cometeu pênalti em Matheuzinho, do Vitória. Após revisão do VAR, conduzida pelo árbitro de vídeo Adriano Barros Carneiro (MA), Léo Simão retirou o cartão amarelo e aplicou o vermelho direto.
Na cobrança, Renato Kayser empatou a partida. Depois disso, o Vitória voltou para o segundo tempo em vantagem numérica, virou o placar em apenas dois minutos e, após nova expulsão do ABC, desta vez de Geilson, construiu a goleada no Barradão.
O que o árbitro relatou na súmula
Na súmula da partida, Léo Simão Holanda afirmou que Edson não aceitou deixar o gramado após a expulsão. Segundo o árbitro, o jogador resistiu à saída de campo e o agrediu fisicamente com “pisão no pé e um beliscão no peito por duas vezes”.
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O árbitro também registrou que o capitão do ABC teria voltado a atacar a equipe de arbitragem no intervalo e ao final da partida. O relato inclui a frase atribuída ao jogador e a avaliação pessoal do árbitro sobre o episódio.

“Informo também que o mesmo atleta agrediu verbalmente a equipe de arbitragem no intervalo e ao final da partida, utilizando as seguintes palavras: ‘você é um ladrão’. Informo que me senti fisicamente e moralmente ofendido”, escreveu Léo Simão Holanda na súmula.
O registro amplia o peso disciplinar do caso, porque não se limita à expulsão em campo. A súmula descreve resistência, agressão física e ofensa verbal à equipe de arbitragem, elementos que podem ser analisados posteriormente pelas instâncias responsáveis pela competição.
Expulsão aconteceu em momento decisivo do primeiro tempo
O lance envolvendo Edson ocorreu quando o ABC ainda sustentava vantagem no placar. O time alvinegro havia aberto 2 a 1 fora de casa e tinha conseguido competir bem contra o Vitória no Barradão, até que Matheuzinho foi derrubado dentro da área nos acréscimos da etapa inicial.
Léo Simão marcou a penalidade e, após o chamado do VAR, mudou a punição aplicada ao jogador do ABC. O cartão amarelo foi retirado e Edson acabou expulso com vermelho direto.
A partir daí, o jogo tomou outro caminho. O pênalti convertido por Renato Kayser levou o confronto para o intervalo empatado em 2 a 2, mas com o ABC em inferioridade numérica. No segundo tempo, o Vitória aproveitou o cenário, virou rapidamente e passou a controlar a partida.
Vitória constrói goleada após nova expulsão do ABC
Com um jogador a mais, o Vitória precisou de apenas dois minutos na etapa final para virar o placar. O ABC, que já havia sentido o golpe do empate no fim do primeiro tempo, ficou ainda mais vulnerável depois da expulsão de Geilson.
Com dois jogadores a menos, o Alvinegro não conseguiu segurar a pressão rubro-negra e viu o placar crescer até o 6 a 2. A derrota deixou o clube potiguar em situação extremamente difícil na semifinal da Copa do Nordeste.
O resultado no Barradão não apenas colocou o Vitória em ampla vantagem, como também tornou a partida de volta uma missão quase impossível para o ABC.
O que o ABC precisa fazer na volta
O jogo de volta está marcado para a próxima quarta-feira (27), às 21h30, na Arena das Dunas. Para levar a definição da vaga na final para os pênaltis, o ABC precisa vencer por quatro gols de diferença.
Caso queira garantir a classificação ainda no tempo regulamentar, o Alvinegro terá que derrotar o Vitória por cinco gols de diferença.
Pelo tamanho do placar construído no Barradão e pelo desgaste provocado pelas expulsões, o ABC chega à volta pressionado não apenas pelo resultado, mas também pelo impacto disciplinar e emocional de uma semifinal que saiu do controle ainda antes do intervalo.
