Souza anuncia aposentadoria aos 38 anos e encerra trajetória como ídolo do América-RN

Foram 90 jogos oficiais, com 48 participações diretas em gols, divididas entre 21 gols marcados e 27 assistências.
Ídolo do América-RN, Souza encerra carreira e surpreende torcida rubra
Na final do estadual de 2026, Souza converteu a penalidade que garantiu o tetracampeonato potiguar do América — Foto: Gabriel Leite/América FC

Resumo da Notícia

  • O meia Souza, de 38 anos, anunciou sua aposentadoria do futebol profissional.
  • O jogador, campeão brasileiro pelo Cruzeiro em 2013, encerra a carreira após se tornar ídolo do América-RN.
  • No clube potiguar, Souza conquistou três títulos estaduais seguidos (2024, 2025, 2026) e disputou 90 jogos, com 21 gols e 27 assistências.
  • Ao longo de 20 anos, Souza marcou 108 gols e conquistou nove títulos, incluindo passagens pelo futebol japonês.
  • A despedida oficial será em entrevista coletiva na Arena América.
  • Souza construiu uma carreira com passagens por clubes como Palmeiras, Ponte Preta e Al-Ettifaq.
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O meia Souza, de 38 anos, anunciou na noite de quarta-feira (15) sua aposentadoria do futebol profissional. A decisão foi divulgada pelo próprio jogador e pelo América-RN nas redes sociais e surpreendeu torcedores rubros e fãs.

Campeão brasileiro pelo Cruzeiro em 2013, o camisa 8 encerra a carreira depois de uma passagem relativamente curta, mas marcante, pelo clube potiguar, onde virou ídolo ao conquistar três títulos estaduais seguidos e se tornar uma das principais referências técnicas da equipe.

Souza chegou ao América-RN em 2024 e rapidamente criou identificação com o clube e com a torcida. Em campo, virou peça central de um período vitorioso do Alvirrubro e fechou sua passagem como tricampeão potiguar em 2024, 2025 e 2026, sempre em condição de destaque.

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A força dessa relação apareceu também na reação do clube ao anúncio. O América publicou homenagem nas redes sociais e confirmou, em comunicado, que o jogador entendeu que este é o momento adequado para deixar os gramados e iniciar uma nova etapa fora das quatro linhas.

A despedida pública deve ganhar novo capítulo nesta sexta-feira, quando Souza concederá entrevista coletiva no auditório da Arena América.

Os números de Souza com a camisa rubra

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Mesmo em um recorte relativamente curto, Souza deixa números relevantes com a camisa do América. Foram 90 jogos oficiais, com 48 participações diretas em gols, divididas entre 21 gols marcados e 27 assistências.

Na temporada de 2026, seu último ano como profissional, o meia disputou 17 partidas e marcou dois gols. Os dados ajudam a dimensionar por que o jogador saiu de uma condição de reforço experiente para a de nome fortemente identificado com o elenco e com o momento esportivo vivido pelo clube.

Uma carreira de 20 anos com títulos no Brasil e no exterior

Ao longo de 20 anos de carreira, Souza somou 108 gols e conquistou nove títulos. Entre eles estão o Campeonato Brasileiro, o Campeonato Mineiro, o Campeonato Baiano, os três títulos estaduais pelo América-RN e troféus no futebol japonês, onde defendeu o Cerezo Osaka.

Natural de Posse, em Goiás, Elierce Barboza de Souza construiu trajetória por clubes importantes do futebol brasileiro e também do exterior. Defendeu equipes como Palmeiras, Ponte Preta, São Caetano, Náutico, Bahia e Al-Ettifaq, da Arábia Saudita.

O título brasileiro pelo Cruzeiro em 2013 naturalmente ocupa lugar de destaque nesse currículo, mas o encerramento da carreira vem acompanhado de outro peso simbólico: o reconhecimento como ídolo recente do América-RN, algo que não se constrói apenas com currículo, mas com impacto direto dentro de campo e identificação com a arquibancada.

A saída de Souza fecha um ciclo importante para o América. Em um período de três títulos estaduais consecutivos, o meia foi um dos nomes mais associados à liderança técnica do time e à capacidade de decisão em momentos relevantes. Por isso, o anúncio pega a torcida de surpresa e muda o desenho de um elenco que se acostumou a ter no camisa 8 uma referência de experiência, qualidade e participação ofensiva.

Para o jogador, a aposentadoria encerra uma carreira extensa, com passagens por mercados diferentes, títulos relevantes e um capítulo final de forte apelo afetivo em Natal. Para o clube, fica a marca de um atleta que, em pouco tempo, transformou desempenho em identificação e terminou a caminhada com status claro de ídolo rubro.

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