Copa de 2026 vai testar seleções com longas viagens entre Estados Unidos, Canadá e México

Mesmo com três países-sede, a Copa deste ano terá média de deslocamento inferior às edições de 2018, na Rússia, e 2014, no Brasil, segundo os dados informados.
Brasil terá viagem de 1.760 km na fase de grupos da Copa de 2026
Brasil terá viagem de 1.760 km na fase de grupos da Copa de 2026 - Crédito: kovop58 / Adobe Stock

Resumo da Notícia

  • A Copa do Mundo de 2026 será a primeira da história a ser realizada em três países diferentes: Estados Unidos, Canadá e México.
  • Com 48 equipes e 16 cidades-sede, o torneio impõe desafios logísticos significativos para as comissões técnicas das seleções participantes.
  • A Seleção Brasileira percorrerá cerca de 1.760 quilômetros na fase de grupos, enfrentando Marrocos, Haiti e Escócia.
  • Seleções como Inglaterra e Espanha enfrentarão trajetos mais desgastantes, enquanto a Argentina terá deslocamentos menores.
  • A Bósnia e Herzegovina enfrentará o maior desafio logístico, com um trajeto superior a 5 mil quilômetros na fase inicial.
  • Apesar da dimensão territorial, a média de deslocamento da Copa de 2026 é inferior às edições de 2014 e 2018.
  • A capacidade de recuperação física e o planejamento de viagens serão fatores determinantes para o desempenho das equipes no torneio.

A Copa do Mundo de 2026 será a primeira da história com três países-sede e exigirá planejamento logístico pesado das seleções. Disputado nos Estados Unidos, Canadá e México, o torneio terá 48 equipes, jogos em 16 cidades e grandes deslocamentos durante a fase de grupos.

O impacto preocupa comissões técnicas porque a distância entre sedes interfere diretamente em preparação, descanso e recuperação física dos jogadores. Mesmo sem estar entre os trajetos mais longos, o Brasil de Carlo Ancelotti terá uma maratona relevante: serão cerca de 1.760 quilômetros percorridos para enfrentar Marrocos, Haiti e Escócia no Grupo C.

A Seleção Brasileira estreia contra Marrocos, no dia 13 de junho, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Seis dias depois, enfrenta o Haiti, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, em um deslocamento relativamente curto em relação ao primeiro compromisso.

O trecho mais pesado virá no encerramento da fase de grupos. No dia 24 de junho, o Brasil encara a Escócia no Hard Rock Stadium, em Miami, o que obrigará a delegação a uma viagem mais longa dentro dos Estados Unidos.

Jogo do BrasilDataEstádioCidade/Estado
Brasil x Marrocos13 de junhoMetLife StadiumNova Jersey
Brasil x Haiti19 de junhoLincoln Financial FieldFiladélfia
Brasil x Escócia24 de junhoHard Rock StadiumMiami

A distância brasileira será menor que a de seleções como Inglaterra, Espanha, Alemanha e Uruguai, mas superior à de Argentina, França, Portugal e Holanda.

Inglaterra e Espanha terão trajetos mais desgastantes

Entre as potências, a Inglaterra aparece com um dos calendários mais exigentes. A seleção terá de percorrer cerca de 2,7 mil quilômetros para enfrentar Croácia, Gana e Panamá.

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A Espanha também terá uma rota pesada, com aproximadamente 2,3 mil quilômetros de deslocamento na fase inicial. Já a atual tricampeã Argentina viajará pouco mais de 740 quilômetros para jogar contra Argélia, Áustria e Jordânia.

A França terá uma distância ainda menor: cerca de 537 quilômetros nos confrontos contra Senegal, Iraque e Noruega.

Egito viaja menos; Bósnia terá deslocamento acima de 5 mil km

No recorte geral, o Egito, que conta com Mohamed Salah, terá o menor deslocamento informado na fase de grupos. A seleção viajará “apenas” 383 quilômetros durante a disputa do Grupo G.

Na outra ponta, a Bósnia e Herzegovina, responsável por eliminar a Itália nas eliminatórias, terá um trajeto superior a 5 mil quilômetros. O número reforça como a distribuição das sedes pode criar realidades muito diferentes entre seleções no mesmo torneio.

Copa de 2026 não terá a maior média histórica de deslocamento

Apesar da dimensão territorial dos três países-sede, a Copa de 2026 não terá a maior média de distância percorrida pelas seleções durante a fase de grupos.

O índice previsto para o torneio da América do Norte é de 8,3 mil quilômetros, abaixo da média registrada na Copa de 2018, na Rússia, que foi de 8,7 mil quilômetros, e da edição de 2014, no Brasil, que chegou a 11,3 mil quilômetros.

Ainda assim, a logística será um componente importante do Mundial. Em um torneio maior, com mais seleções, mais cidades e deslocamentos amplos, viajar bem, recuperar rápido e ajustar a preparação entre partidas pode pesar quase tanto quanto o desempenho em campo.

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