Resumo da Notícia
A Copa do Mundo de 2026 será a primeira da história com três países-sede e exigirá planejamento logístico pesado das seleções. Disputado nos Estados Unidos, Canadá e México, o torneio terá 48 equipes, jogos em 16 cidades e grandes deslocamentos durante a fase de grupos.
O impacto preocupa comissões técnicas porque a distância entre sedes interfere diretamente em preparação, descanso e recuperação física dos jogadores. Mesmo sem estar entre os trajetos mais longos, o Brasil de Carlo Ancelotti terá uma maratona relevante: serão cerca de 1.760 quilômetros percorridos para enfrentar Marrocos, Haiti e Escócia no Grupo C.
A Seleção Brasileira estreia contra Marrocos, no dia 13 de junho, no MetLife Stadium, em Nova Jersey. Seis dias depois, enfrenta o Haiti, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, em um deslocamento relativamente curto em relação ao primeiro compromisso.
O trecho mais pesado virá no encerramento da fase de grupos. No dia 24 de junho, o Brasil encara a Escócia no Hard Rock Stadium, em Miami, o que obrigará a delegação a uma viagem mais longa dentro dos Estados Unidos.
Adicione o Portal N10 às suas Fontes Preferidas e acompanhe nosso perfil para receber mais notícias quando o assunto estiver em alta.
| Jogo do Brasil | Data | Estádio | Cidade/Estado |
|---|---|---|---|
| Brasil x Marrocos | 13 de junho | MetLife Stadium | Nova Jersey |
| Brasil x Haiti | 19 de junho | Lincoln Financial Field | Filadélfia |
| Brasil x Escócia | 24 de junho | Hard Rock Stadium | Miami |
A distância brasileira será menor que a de seleções como Inglaterra, Espanha, Alemanha e Uruguai, mas superior à de Argentina, França, Portugal e Holanda.
Inglaterra e Espanha terão trajetos mais desgastantes
Entre as potências, a Inglaterra aparece com um dos calendários mais exigentes. A seleção terá de percorrer cerca de 2,7 mil quilômetros para enfrentar Croácia, Gana e Panamá.
A Espanha também terá uma rota pesada, com aproximadamente 2,3 mil quilômetros de deslocamento na fase inicial. Já a atual tricampeã Argentina viajará pouco mais de 740 quilômetros para jogar contra Argélia, Áustria e Jordânia.
A França terá uma distância ainda menor: cerca de 537 quilômetros nos confrontos contra Senegal, Iraque e Noruega.
Egito viaja menos; Bósnia terá deslocamento acima de 5 mil km
No recorte geral, o Egito, que conta com Mohamed Salah, terá o menor deslocamento informado na fase de grupos. A seleção viajará “apenas” 383 quilômetros durante a disputa do Grupo G.
Na outra ponta, a Bósnia e Herzegovina, responsável por eliminar a Itália nas eliminatórias, terá um trajeto superior a 5 mil quilômetros. O número reforça como a distribuição das sedes pode criar realidades muito diferentes entre seleções no mesmo torneio.
Copa de 2026 não terá a maior média histórica de deslocamento
Apesar da dimensão territorial dos três países-sede, a Copa de 2026 não terá a maior média de distância percorrida pelas seleções durante a fase de grupos.
O índice previsto para o torneio da América do Norte é de 8,3 mil quilômetros, abaixo da média registrada na Copa de 2018, na Rússia, que foi de 8,7 mil quilômetros, e da edição de 2014, no Brasil, que chegou a 11,3 mil quilômetros.
Ainda assim, a logística será um componente importante do Mundial. Em um torneio maior, com mais seleções, mais cidades e deslocamentos amplos, viajar bem, recuperar rápido e ajustar a preparação entre partidas pode pesar quase tanto quanto o desempenho em campo.
