O São Paulo Futebol Clube intensificou as negociações com a montadora chinesa BYD para a venda dos naming rights do Estádio do Morumbi, em um acordo que pode alcançar R$ 600 milhões ao longo de dez anos e representar uma das maiores operações comerciais da história recente do clube.
O atual contrato em vigor envolve a Mondelez, responsável pela marca “Morumbis”, com validade até dezembro deste ano e receita aproximada de R$ 25 milhões por temporada, valor que hoje sustenta o modelo de exploração comercial do estádio.
As conversas entre São Paulo e BYD começaram a ganhar forma ainda em março, segundo informações divulgadas pelo UOL, após aproximação institucional que envolveu o presidente Julio Casares e o vice-presidente da empresa no Brasil, Alexandre Baldy.
Dentro da proposta apresentada pelo clube, o plano prevê cerca de R$ 60 milhões por ano em um contrato de dez anos, totalizando aproximadamente R$ 600 milhões e reposicionando o Morumbi no topo dos ativos esportivos mais valiosos do país.
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Nos bastidores, a diretoria tricolor trata o andamento das conversas com otimismo, aguardando agora uma resposta oficial da montadora chinesa para avançar na formalização do acordo.
Se concretizado, o novo contrato mais que dobraria a receita atual obtida com a Mondelez, consolidando o estádio como principal eixo de expansão financeira e uma das maiores fontes de receita recorrente do clube.
As negociações foram conduzidas inicialmente pelo então diretor de marketing Eduardo Toni, que deixou o cargo recentemente, mas o processo seguiu em avaliação dentro da estrutura administrativa do clube.
Mesmo após sua saída, o São Paulo manteve o diálogo aberto com a BYD, e fontes ligadas ao clube indicam que há confiança mútua na possibilidade de avanço das tratativas.
A BYD, por sua vez, amplia de forma agressiva sua presença no mercado brasileiro, especialmente no setor automotivo e de mobilidade elétrica, e vê o futebol como plataforma estratégica de visibilidade.
O esporte, e em especial o futebol brasileiro, passou a ser tratado pela empresa como vitrine relevante para fortalecimento de marca e expansão institucional junto ao público nacional.
Dentro do clube, a estratégia é enxergar o Morumbi como ativo central de receita, ampliando o uso comercial do estádio para reduzir a dependência de outras fontes e aliviar pressões financeiras.
A renovação com a Mondelez, embora ainda não descartada oficialmente, perdeu força nos últimos meses diante de fatores econômicos e da crescente disputa de empresas do setor de apostas pelo espaço no futebol.
Caso o acordo avance, o nome do estádio pode ser alterado para “MorumBYD”, simbolizando uma nova fase de exploração comercial e reposicionamento de marca do espaço.
Enquanto aguarda a decisão final da montadora chinesa, o São Paulo segue otimista nos bastidores, com a negociação tratada como uma das mais estratégicas da atual gestão e capaz de redefinir o patamar financeiro do clube nos próximos anos.
