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Retrospecto de Brasil x França impressiona e expõe o equilíbrio de uma rivalidade quase centenária

A rivalidade tem produção ofensiva alta e regular ao longo das décadas, com 47 gols em 16 jogos e média de 2,93 por partida, número que ajuda a explicar por que esse confronto quase sempre desperta grande expectativa e costuma gerar capítulos lembrados por muito tempo.
Rivais há quase cem anos, Brasil e França têm histórico equilibrado
Rivais há quase cem anos, Brasil e França têm histórico equilibrado - Crédito: Rafael Ribeiro/CBF

Resumo da Notícia

  • Brasil e França se enfrentam nesta quinta-feira em um duelo com peso histórico e equilíbrio, com 16 partidas disputadas.
  • O retrospecto mostra uma leve vantagem brasileira, com sete vitórias, contra cinco triunfos franceses, em um total de 47 gols marcados.
  • O confronto mais recente ocorreu em 2015, com vitória do Brasil por 3 a 1, de virada, no Stade de France.
  • Grandes nomes como Pelé, Zico e Roberto Carlos deixaram suas marcas em jogos memoráveis entre as seleções.
  • A rivalidade começou em 1930, com vitória brasileira por 3 a 2 no Rio de Janeiro, e atravessou Copas do Mundo e amistosos.
  • O jogo desta quinta-feira será disputado no Gillette Stadium, em Boston, com transmissão ao vivo.

Brasil e França voltam a se enfrentar nesta quinta-feira (26) em um duelo que carrega peso histórico, memória de Copa do Mundo, golaços eternizados e um equilíbrio que ajuda a explicar por que esse confronto segue entre os mais aguardados do futebol de seleções.

Ao longo de 16 partidas, a Seleção Brasileira construiu uma vantagem discreta, mas real: sete vitórias, 27 gols marcados e quatro empates, contra cinco triunfos franceses e 20 gols anotados.

Esse retrospecto mostra que, embora o Brasil leve pequena superioridade nos números, a rivalidade jamais se desenhou de forma folgada. Pelo contrário. A média de 2,93 gols por jogo reforça o tamanho do espetáculo que esse encontro costuma oferecer. Em 16 partidas, foram 47 gols. Se o duelo desta quinta tiver três bolas na rede, o clássico internacional chegará ao gol de número 50 de sua história.

Jogo em Boston reúne peso histórico e expectativa alta

Desta vez, o encontro entre Brasil e França será disputado no Gillette Stadium, em Boston, com início às 17h, no horário de Brasília. A transmissão ao vivo será feita por TV Globo, SporTV, GE TV (YouTube) e Globoplay.

O cenário, por si só, já projeta um dos confrontos entre seleções mais esperados dos últimos anos, especialmente porque do outro lado estarão duas camisas que acumularam capítulos grandes demais para serem tratados como simples amistosos, mesmo quando o calendário assim definiu algumas dessas partidas.

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O recorte mais recente favorece a Seleção. Há mais de dez anos, em 26 de março de 2015, o Brasil venceu os donos da casa por 3 a 1, de virada, no Stade de France, com gols de Oscar, Neymar e Luiz Gustavo. Antes disso, em 9 de junho de 2013, a equipe brasileira já havia derrotado os franceses por 3 a 0, na Arena do Grêmio, em Porto Alegre, com gols de Oscar, Hernanes e Lucas Moura, em compromisso preparatório para a Copa América.

Pelé, Zico e Roberto Carlos deixaram marcas definitivas no confronto

Quando se fala em Brasil x França, há personagens incontornáveis. Pelé é o maior artilheiro da história do confronto, com seis gols, número construído com dois hat-tricks. O primeiro deles aconteceu na semifinal da Copa do Mundo de 1958, em 24 de junho, quando o Rei do Futebol marcou três vezes na vitória por 5 a 2 no Estádio Rasunda, em Solna, na Suécia. Vavá e Didi completaram o placar. Cinco dias depois, o Brasil repetiria o 5 a 2 sobre a Suécia na decisão e conquistaria seu primeiro título mundial.

O segundo hat-trick veio em 28 de abril de 1963, durante uma excursão do Brasil por países da Europa, além de Egito e Israel. A viagem incluiu amistosos com Portugal, Bélgica, Alemanha, Holanda, Inglaterra, Itália, Egito, Israel, além do Racing Club de France e da Seleção de Berlim Ocidental. Naquela passagem, Pelé fez os três gols da vitória por 3 a 2 sobre a França, no Stade Olympique Yves-du-Manoir, em Paris.

Outro capítulo especial pertence a Zico. Na vitória por 3 a 1, em 15 de maio de 1981, no Parque dos Príncipes, o camisa 10 marcou contra os franceses o gol de número 500 de sua carreira. Reinaldo e Sócrates completaram o marcador brasileiro.

Já em 1997, no Torneio da França, a partida terminou empatada por 1 a 1 em Lyon, mas foi um lance isolado que atravessou o tempo. Roberto Carlos marcou um dos gols mais icônicos de sua trajetória numa cobrança de falta a cerca de 35 metros da baliza francesa. O ex-lateral chutou de trivela, finalizando de “três dedos”, com a parte externa do pé, imprimindo uma curva impressionante que surpreendeu o futebol mundial e especialmente o goleiro Fabien Barthez, sem reação no lance.

Homenagem ao centenário da FIFA também entrou para a história

Em 20 de maio de 2004, Brasil e França se encontraram no Stade de France em homenagem ao centenário da FIFA, fundada em 21 de maio de 1904. As duas seleções foram escolhidas por representarem, à época, as duas últimas campeãs mundiais: a França, campeã em 1998, e o Brasil, vencedor em 2002. O placar terminou em 0 a 0, mas a noite teve significado histórico.

No primeiro tempo, a Seleção, então comandada por Carlos Alberto Parreira, entrou em campo com um uniforme alusivo ao primeiro jogo de sua história, disputado em 21 de julho de 1914, contra o Exeter City, nas Laranjeiras. Houve ainda a repetição da pose para fotos do time titular, como se fazia no início do século.

O primeiro jogo e o peso da longevidade

A origem dessa rivalidade remonta a 1º de agosto de 1930. O primeiro amistoso entre os países foi disputado no Estádio das Laranjeiras, no Rio de Janeiro, e terminou com vitória brasileira por 3 a 2, de virada. Heitor, duas vezes, e Friedenreich garantiram o triunfo sobre os franceses, que haviam saído na frente com gols de Edmond Delfour e André Machinot.

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De lá para cá, o confronto atravessou décadas, Copas, gerações e contextos distintos, preservando um elemento que ajuda a explicar sua força: nunca foi uma rivalidade vazia de conteúdo histórico. Houve semifinal de Mundial, final de Copa do Mundo, quartas de final, torneio preparatório, amistosos marcantes e recortes individuais que seguem vivos na memória do torcedor.

Todos os jogos de Brasil x França

1º) 01/08/1930 – Brasil 3 x 2 França – Laranjeiras, no Rio – Heitor (2) e Friedenreich – Amistoso.

2º) 24/06/1958 – Brasil 5 x 2 França – Estádio Rasunda, em Solna – Pelé (3), Vavá e Didi – Semifinal da Copa do Mundo.

3º) 28/04/1963 – Brasil 3 x 2 França – Estádio Olímpico Yves-du-Manoir, em Paris – Pelé (3) – Amistoso.

4º) 30/06/1977 – Brasil 2 x 2 França – Maracanã, no Rio – Edinho e Roberto Dinamite – Amistoso.

5º) 01/04/1978 – Brasil 0 x 1 França – Parque dos Príncipes, em Paris – Amistoso.

6º) 15/05/1981 – Brasil 3 x 1 França – Parque dos Príncipes, em Paris – Zico, Reinaldo e Sócrates – Amistoso.

7º) 21/06/1986 – Brasil 1 (3) x (4) 1 França – Estádio Jalisco, em Guadalajara – Careca – Quartas de final da Copa do Mundo.

8º) 26/08/1992 – Brasil 2 x 0 França – Parque dos Príncipes, em Paris – Raí e Luiz Henrique – Amistoso.

9º) 03/06/1997 – Brasil 1 x 1 França – Estádio des Gerland, em Lyon – Roberto Carlos – Torneio da França.

10º) 12/07/1998 – Brasil 0 x 3 França – Stade de France, em Paris – Final da Copa do Mundo.

11º) 07/06/2001 – Brasil 1 x 2 França – Estádio Suwon World Cup, em Suwon – Ramon Menezes – Semifinal da Copa das Confederações.

12º) 20/05/2004 – Brasil 0 x 0 França – Stade de France, em Paris – Amistoso Centenário da FIFA.

13º) 01/07/2006 – Brasil 0 x 1 França – FIFA World Cup Stadium, em Frankfurt – Quartas de final da Copa do Mundo.

14º) 09/02/2011 – Brasil 0 x 1 França – Stade de France, em Paris – Amistoso.

15º) 09/06/2013 – Brasil 3 x 0 França – Arena do Grêmio, em Porto Alegre – Oscar, Hernanes e Lucas Moura – Amistoso.

16º) 26/03/2015 – Brasil 3 x 1 França – Stade de France, em Paris – Oscar, Neymar e Luiz Gustavo – Amistoso.

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