Mercado
Dólar R$ 5,1170 BCB Euro R$ 5,8420 Frankfurter Bitcoin R$ 328.202,00 0,02% Ethereum R$ 9.431,83 -1,55% Solana R$ 384,51 -0,80% Selic 14,25% a.a. BCB IPCA 0,16% mensal Dólar R$ 5,1170 BCB Euro R$ 5,8420 Frankfurter Bitcoin R$ 328.202,00 0,02% Ethereum R$ 9.431,83 -1,55% Solana R$ 384,51 -0,80% Selic 14,25% a.a. BCB IPCA 0,16% mensal

'Não temos maturidade de França e Argentina', afirma Danilo

Lateral do Flamengo reconheceu falhas contra Marrocos, mas disse que equipe de Ancelotti ainda tem condições de “chegar longe” na Copa.
Danilo durante entrevista coletiva pela Seleção Brasileira
Danilo durante entrevista coletiva pela Seleção Brasileira - Crédito: Rafael Ribeiro/CBF

Resumo da Notícia

  • Danilo afirmou que o Brasil ainda não tem a mesma maturidade de França e Argentina, mas pode “chegar longe” na Copa do Mundo de 2026.
  • O lateral do Flamengo disse que o primeiro tempo contra Marrocos ficou “completamente aquém” do que a camisa da Seleção exige.
  • Para Danilo, o futebol evoluiu, as seleções “melhoraram” e a diferença entre ganhar, perder e empatar ficou pequena.
  • O jogador defendeu que o Brasil continua na “primeira fileira” do futebol mundial e precisa honrar o legado construído por gerações anteriores.
  • A escalação para o jogo contra o Haiti, na sexta-feira (19), está “70% definida” por Carlo Ancelotti.

Danilo foi direto ao falar nesta quarta-feira (17) sobre o momento da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026. Um dos jogadores mais experientes do grupo comandado por Carlo Ancelotti, o lateral-direito reconheceu que o Brasil ainda não tem a mesma maturidade competitiva de seleções como França e Argentina, mas rejeitou a ideia de que a equipe tenha deixado a elite do futebol mundial.

A avaliação veio depois da atuação brasileira contra Marrocos. Para o jogador do Flamengo, com longa passagem pela Juventus, o primeiro tempo da Seleção ficou abaixo do que se espera de uma equipe com o peso histórico do Brasil.

Danilo afirmou que o desempenho inicial “foi completamente aquém daquilo que a camisa da seleção exige” e explicou que a equipe precisa entender melhor quais ferramentas deve usar em jogos grandes.

Eu falei: ‘Pessoal, nós temos que ser claros, nós não temos a maturidade que uma equipe como a França tem hoje ou como a própria Argentina tem’. O que não quer dizer que a gente não pode fazer um bom papel e provar que podemos chegar longe. Entretanto, as nossas ferramentas para jogar essas partidas têm que ser diferentes”, disse o lateral em coletiva de imprensa.

A fala expõe um ponto sensível da Seleção nesta Copa: o Brasil ainda busca transformar talento individual em comportamento coletivo consistente. Para Danilo, reconhecer essa diferença de maturidade não significa diminuir o potencial do elenco, mas ajustar a leitura sobre o que a equipe precisa fazer para competir em alto nível.

Mesmo ao admitir que França e Argentina chegam com mais maturidade, Danilo defendeu que o Brasil segue entre as principais seleções do mundo. O lateral avaliou que o futebol internacional ficou mais equilibrado e que as outras equipes evoluíram.

Segundo ele, as seleções “melhoraram”, o jogo teve uma grande evolução e “todo mundo ficasse muito igual”. Nesse cenário, Danilo destacou que “a diferença entre ganhar, perder e empatar é pequena”.

Cobertura relacionadaFaixa polêmica em semifinal da Copa pode render punição da FIFA para jogadores argentinos?

O Brasil está na primeira fileira, sim, e sempre vai estar, a não ser que aconteça um desastre muito grande e o país pare de produzir jogadores como produz hoje. Não acho que o Brasil mudou de patamar; ele continuou na primeira fileira. Obviamente, isso foi construído não por mim nem pelos jogadores que estão aqui. Tem uma galera atrás que precisa ser respeitada e foi quem construiu esse status”, afirmou.

A declaração também funcionou como uma defesa do peso histórico da camisa. Danilo deixou claro que a atual geração carrega uma responsabilidade construída por quem veio antes, e que a missão do grupo é tentar manter esse padrão competitivo.

Nossa obrigação é tentar ao máximo honrar isso e, se tivermos a possibilidade, com muita entrega e espírito de sacrifício, de conseguir colocar mais uma estrelinha na camisa, seria maravilhoso”, acrescentou.

Escalação contra o Haiti está 70% definida

A próxima partida do Brasil será contra o Haiti, marcada para a próxima sexta-feira (19). Danilo afirmou que a escalação para o jogo está “70% definida” por Carlo Ancelotti.

A declaração indica que o treinador italiano já tem uma base encaminhada, mas ainda mantém parte das decisões em aberto. Depois da crítica ao primeiro tempo diante de Marrocos, a resposta da Seleção contra o Haiti tende a ser observada não apenas pelo resultado, mas pela postura em campo.

Para Danilo, o caminho passa por uma equipe mais madura, consciente das próprias limitações e capaz de competir com intensidade. A cobrança não foi feita em tom de crise, mas como leitura de quem entende que, em uma Copa do Mundo, o detalhe costuma separar avanço, empate ou eliminação.

Continua após a publicidade

Deixe um comentário

Seu e‑mail não será publicado.

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.