Resumo da Notícia
Danilo foi direto ao falar nesta quarta-feira (17) sobre o momento da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026. Um dos jogadores mais experientes do grupo comandado por Carlo Ancelotti, o lateral-direito reconheceu que o Brasil ainda não tem a mesma maturidade competitiva de seleções como França e Argentina, mas rejeitou a ideia de que a equipe tenha deixado a elite do futebol mundial.
A avaliação veio depois da atuação brasileira contra Marrocos. Para o jogador do Flamengo, com longa passagem pela Juventus, o primeiro tempo da Seleção ficou abaixo do que se espera de uma equipe com o peso histórico do Brasil.
Danilo afirmou que o desempenho inicial “foi completamente aquém daquilo que a camisa da seleção exige” e explicou que a equipe precisa entender melhor quais ferramentas deve usar em jogos grandes.
“Eu falei: ‘Pessoal, nós temos que ser claros, nós não temos a maturidade que uma equipe como a França tem hoje ou como a própria Argentina tem’. O que não quer dizer que a gente não pode fazer um bom papel e provar que podemos chegar longe. Entretanto, as nossas ferramentas para jogar essas partidas têm que ser diferentes”, disse o lateral em coletiva de imprensa.
A fala expõe um ponto sensível da Seleção nesta Copa: o Brasil ainda busca transformar talento individual em comportamento coletivo consistente. Para Danilo, reconhecer essa diferença de maturidade não significa diminuir o potencial do elenco, mas ajustar a leitura sobre o que a equipe precisa fazer para competir em alto nível.
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Mesmo ao admitir que França e Argentina chegam com mais maturidade, Danilo defendeu que o Brasil segue entre as principais seleções do mundo. O lateral avaliou que o futebol internacional ficou mais equilibrado e que as outras equipes evoluíram.
Segundo ele, as seleções “melhoraram”, o jogo teve uma grande evolução e “todo mundo ficasse muito igual”. Nesse cenário, Danilo destacou que “a diferença entre ganhar, perder e empatar é pequena”.
“O Brasil está na primeira fileira, sim, e sempre vai estar, a não ser que aconteça um desastre muito grande e o país pare de produzir jogadores como produz hoje. Não acho que o Brasil mudou de patamar; ele continuou na primeira fileira. Obviamente, isso foi construído não por mim nem pelos jogadores que estão aqui. Tem uma galera atrás que precisa ser respeitada e foi quem construiu esse status”, afirmou.
A declaração também funcionou como uma defesa do peso histórico da camisa. Danilo deixou claro que a atual geração carrega uma responsabilidade construída por quem veio antes, e que a missão do grupo é tentar manter esse padrão competitivo.
“Nossa obrigação é tentar ao máximo honrar isso e, se tivermos a possibilidade, com muita entrega e espírito de sacrifício, de conseguir colocar mais uma estrelinha na camisa, seria maravilhoso”, acrescentou.
Escalação contra o Haiti está 70% definida
A próxima partida do Brasil será contra o Haiti, marcada para a próxima sexta-feira (19). Danilo afirmou que a escalação para o jogo está “70% definida” por Carlo Ancelotti.
A declaração indica que o treinador italiano já tem uma base encaminhada, mas ainda mantém parte das decisões em aberto. Depois da crítica ao primeiro tempo diante de Marrocos, a resposta da Seleção contra o Haiti tende a ser observada não apenas pelo resultado, mas pela postura em campo.
Para Danilo, o caminho passa por uma equipe mais madura, consciente das próprias limitações e capaz de competir com intensidade. A cobrança não foi feita em tom de crise, mas como leitura de quem entende que, em uma Copa do Mundo, o detalhe costuma separar avanço, empate ou eliminação.
