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Marrocos foi a primeira vítima de Ronaldo em Mundiais

Ronaldo marcou seu primeiro gol em Copas contra o Marrocos, em 16 de junho de 1998, na vitória do Brasil por 3 a 0, em Nantes, pela segunda rodada da fase de grupos.
Ronaldo Nazário
Ronaldo Nazário - Crédito: Lucas Figueiredo/CBF

Ronaldo Fenômeno e o histórico primeiro gol contra o Marrocos em Copas

  • Brasil e Marrocos se enfrentam neste sábado (13) na estreia da Seleção na Copa do Mundo, em um duelo que remete ao primeiro gol de Ronaldo em Mundiais.
  • Ronaldo marcou seu primeiro gol em Copas contra o Marrocos, em 16 de junho de 1998, na vitória do Brasil por 3 a 0, em Nantes, pela segunda rodada da fase de grupos.
  • O Fenômeno disputou 19 jogos de Copa e marcou 15 gols, com média de 0,79 gol por partida, tornando-se o maior artilheiro da história dos Mundiais até ser superado por Miroslav Klose em 2014.
  • Em jogos eliminatórios de Copa, Ronaldo marcou oito gols em dez partidas, dividindo essa artilharia com Mbappé e Leônidas da Silva.
  • O auge do camisa 9 veio em 2002, quando marcou oito gols, foi artilheiro da Copa e decidiu a final contra a Alemanha com os dois gols do pentacampeonato brasileiro.

O duelo entre Brasil e Marrocos, neste sábado (13), pela estreia da Seleção na Copa do Mundo, carrega um recorte histórico especial para o futebol brasileiro. Foi contra os marroquinos que Ronaldo marcou seu primeiro gol em Mundiais, em 1998, abrindo uma trajetória que terminaria com o Fenômeno entre os maiores artilheiros da história da competição.

O gol saiu em 16 de junho de 1998, na segunda rodada da fase de grupos da Copa disputada na França. O Brasil venceu o Marrocos por 3 a 0, no Stade de la Beaujoire, em Nantes, e Ronaldo, então camisa 9 da Seleção, começou ali a construir sua marca de 15 gols em Copas do Mundo.

Bicampeão mundial em 1994 e 2002, o Fenômeno disputou 19 partidas em Mundiais e terminou sua trajetória com média de 0,79 gol por jogo. Dez desses confrontos foram em fases eliminatórias, nas quais marcou oito vezes.

Esse desempenho em mata-matas coloca Ronaldo ao lado de Mbappé e Leônidas da Silva como artilheiro em jogos eliminatórios de Copa. Leônidas, o Diamante Negro, disputou as edições de 1934 e 1938, quando o formato do torneio era inteiramente eliminatório.

Ronaldo começou contra o Marrocos uma trajetória histórica

O gol diante do Marrocos foi o primeiro passo de Ronaldo como goleador em Copas. Quatro anos antes, em 1994, ele já havia feito parte do elenco campeão mundial comandado por Carlos Alberto Parreira, mas não entrou em campo.

Naquele Mundial dos Estados Unidos, Ronaldo ainda não havia completado 18 anos e era o jogador mais jovem do grupo brasileiro. Mesmo sem atuar, participou do tetracampeonato e acompanhou de perto a sintonia da dupla Romário e Bebeto, protagonista daquele ataque histórico.

A partir de 1998, porém, Ronaldo deixou de ser promessa e passou a ocupar o centro da Seleção. Além do gol contra o Marrocos, marcou outros três naquele Mundial: dois na vitória por 4 a 1 sobre o Chile, nas oitavas de final, e um no empate por 1 a 1 com a Holanda, na semifinal.

Também contribuiu com três assistências e, aos 21 anos, tornou-se o atleta mais jovem a ser eleito o melhor jogador de uma Copa do Mundo.

O auge veio no penta de 2002

Se 1998 marcou o início de Ronaldo como artilheiro em Copas, 2002 consolidou o camisa 9 como um dos maiores nomes da história do futebol. Na campanha do pentacampeonato, na Coreia do Sul e no Japão, o Fenômeno marcou oito gols e terminou como artilheiro da competição.

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A primeira fase já mostrou a força do atacante. Ele fez quatro gols em três jogos: abriu o placar na vitória por 2 a 1 sobre a Turquia, definiu o 4 a 0 contra a China e iniciou o triunfo por 5 a 2 com duas bolas na rede.

No mata-mata, Ronaldo seguiu decisivo. Marcou no 2 a 0 sobre a Bélgica, pelas oitavas de final, e garantiu a vaga brasileira na decisão com o famoso gol de bico na vitória por 1 a 0 contra a Turquia, na semifinal.

A final contra a Alemanha terminou de eternizar sua campanha. Ronaldo marcou os dois gols da vitória brasileira e se transformou em um dos grandes símbolos do penta.

O único jogo em que não balançou as redes naquela Copa foi contra a Inglaterra, nas quartas de final. Caso tivesse marcado, igualaria o feito de Jairzinho, primeiro jogador a fazer gol em todos os jogos de uma mesma Copa do Mundo, em 1970.

Despedida em 2006 e recorde até 2014

A última Copa de Ronaldo foi a de 2006, na Alemanha. Mesmo em uma edição que terminou sem título para o Brasil, o atacante ainda ampliou sua marca pessoal.

Ele fez dois gols na vitória por 4 a 1 sobre o Japão, na última rodada da fase de grupos, e marcou seu 15º gol em Mundiais no triunfo por 3 a 0 sobre Gana, nas oitavas de final.

Com esse número, Ronaldo se consolidou, naquele momento, como o maior artilheiro da história das Copas. O recorde só seria superado em 2014, quando o alemão Miroslav Klose chegou a 16 gols.

Ao se aposentar, em 2011, o Fenômeno também carregava outro peso histórico: era o segundo brasileiro com mais jogos em Copas do Mundo, atrás apenas de Cafu, capitão do penta, que disputou 20 partidas pelo Brasil no torneio.

Pela Seleção Brasileira, Ronaldo somou 105 jogos e 67 gols.

Números de Ronaldo em Copas do Mundo

DadoMarca
Copas disputadas1994, 1998, 2002 e 2006
Títulos mundiais2
Jogos em Copas19
Gols em Copas15
Média de gols0,79 por jogo
Jogos em mata-mata10
Gols em mata-mata8
Jogos pela Seleção105
Gols pela Seleção67

Por que Brasil x Marrocos reacende essa memória?

O reencontro entre Brasil e Marrocos em uma estreia de Copa traz de volta uma lembrança importante da trajetória do maior artilheiro da Seleção Brasileira em Mundiais. Ronaldo não apenas marcou contra os marroquinos em 1998; ele iniciou ali uma sequência que atravessaria três Copas com gols, recordes e atuações decisivas.

O gol em Nantes foi o primeiro de uma caminhada que teve prêmio individual em 1998, redenção histórica em 2002 e recorde de artilharia em 2006. Por isso, antes de a Seleção voltar a enfrentar o Marrocos, o retrospecto do Fenômeno serve como lembrança de uma das trajetórias mais marcantes do Brasil em Copas do Mundo.

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