O América-RN atravessa um momento de oscilação técnica na temporada, especialmente no setor ofensivo, mas ainda mantém posição importante dentro do Grupo A8 da Série D do Campeonato Brasileiro. Mesmo diante da queda de rendimento nas últimas semanas, a equipe comandada por Ranielle Ribeiro continua dentro da zona de classificação para a segunda fase da competição nacional.
O cenário chama atenção porque o Alvirrubro iniciou 2026 em alta, conquistando o tetracampeonato estadual e apresentando um ataque agressivo em parte da temporada. No entanto, o desempenho ofensivo caiu consideravelmente após o Campeonato Potiguar, principalmente depois da saída de Souza, peça considerada importante no setor de criação e que decidiu encerrar a carreira.
Desde então, o América passou a apresentar dificuldades recorrentes na construção das jogadas e na eficiência ofensiva, situação que começou a custar pontos importantes ao clube em jogos decisivos.
Queda ofensiva preocupa comissão técnica
Os números recentes ajudam a explicar o momento vivido pelo time rubro.
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Entre abril e maio, considerando partidas pela Série D e Copa do Nordeste, o América marcou apenas cinco gols em oito jogos disputados. A média é considerada baixa para uma equipe montada com objetivo claro de acesso nacional.
Os dois empates consecutivos por 0 a 0 diante do Maguary ampliaram a percepção de queda de criatividade ofensiva e pouca capacidade de definição nas oportunidades criadas.
O contraste fica ainda maior quando comparado ao início da temporada, período em que o América conseguiu construir placares largos e chegou a marcar quatro gols em diferentes partidas.
Apesar da perda de potência ofensiva, a equipe ainda permanece firme dentro do G-4 da Série D, mantendo o controle parcial da situação na competição.
Desempenho contra o ABC aumenta pressão
Outro fator que passou a gerar preocupação no ambiente alvirrubro foi o desempenho nos clássicos diante do ABC Futebol Clube.
Em quatro confrontos contra o rival em 2026, o América ainda não conseguiu vencer no tempo regulamentar. Foram dois empates e duas derrotas.
Entre os resultados, estão:
- derrota por 3 a 0 na Copa do Nordeste;
- derrota por 2 a 1 na Série D;
- empate na final do Campeonato Potiguar, decidida apenas nos pênaltis.
Mesmo com a conquista estadual, a dificuldade em superar o principal rival passou a gerar desgaste psicológico no elenco e aumentou a desconfiança de parte da torcida.
Eliminações aumentaram impacto financeiro e esportivo
Além da oscilação técnica, o clube também acumulou eliminações importantes ao longo da temporada.
Na Copa do Brasil, o América acabou eliminado pelo Volta Redonda nos pênaltis, resultado que interrompeu uma fonte importante de receita financeira.
Pouco tempo depois, veio a eliminação precoce na Copa do Nordeste, consequência da irregularidade apresentada pela equipe durante a campanha.
Os resultados aumentaram a pressão sobre a comissão técnica e deixaram o ambiente mais sensível para a sequência da Série D.
Série D ainda mantém cenário controlado
Apesar do momento de instabilidade, a situação do América na Série D ainda é considerada administrável.
Em seis partidas disputadas, o clube soma:
- 3 vitórias;
- 2 empates;
- 1 derrota.
A campanha mantém o time dentro do grupo de classificação, mas o alerta interno existe justamente pela aproximação de uma fase decisiva da competição, em que sequências negativas podem comprometer o planejamento traçado para o acesso.
A recuperação ofensiva e a retomada da confiança do elenco aparecem como pontos fundamentais para o América manter força na disputa nacional.
