Resumo da Notícia
O empate sem gols entre Santos e Coritiba deixou a decisão aberta e ampliou a sensação de incerteza em torno do desempenho das duas equipes na Copa do Brasil. Em uma noite de expectativas altas na Vila Belmiro, o que se viu foi um confronto intenso, mas pouco efetivo no placar. A classificação agora será decidida fora de casa, em Curitiba.
A partida, válida pela ida da quinta fase, terminou sem alteração no marcador e transferiu toda a pressão para o duelo de volta, marcado para o dia 13 de maio. Quem vencer avança às oitavas de final, enquanto um novo empate levará a disputa para os pênaltis. O cenário, portanto, permanece completamente indefinido.
Logo nos primeiros minutos, o jogo mostrou que seria movimentado. Em cerca de dez minutos, as equipes já haviam criado cinco oportunidades claras, com leve superioridade do Coritiba. O Santos chegou a balançar as redes com Gabriel Barbosa, mas o lance foi invalidado por impedimento.
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Com o passar do tempo, o ritmo caiu e deu lugar a um jogo mais truncado, com muitas faltas e reclamações. Ainda assim, houve momentos de perigo, como a tentativa de Igor Vinícius e a resposta imediata de Ronier, que levou risco à meta santista. Neymar, discreto, só apareceu de forma mais efetiva no fim do primeiro tempo.
Na etapa final, o Coritiba voltou mais organizado e criou as melhores chances da partida. Breno Lopes acertou o travessão e, no rebote, a defesa santista salvou praticamente em cima da linha. Pouco depois, Pedro Rocha desperdiçou uma oportunidade clara, sem goleiro, mantendo o placar zerado.
O Santos respondeu de forma tímida, apostando principalmente em jogadas individuais. Neymar, atuando mais aberto pela esquerda, tentou articular o jogo, mas encontrou dificuldades diante da marcação. Ainda assim, participou de algumas ações ofensivas e buscou finalizações de média distância.
O lance mais emblemático veio já na reta final. Em cobrança de falta na entrada da área, Neymar bateu com precisão, mas a bola desviou levemente na barreira e explodiu na trave. O quase gol arrancou suspiros da torcida e simbolizou a falta de sorte e eficiência do time na partida.
Mesmo jogando em casa, o Santos não conseguiu transformar o mando de campo em vantagem. Foi, inclusive, o primeiro jogo em 2026 em que a equipe não marcou na Vila Belmiro. O desempenho recente preocupa: já são três partidas sem vitória, aumentando a pressão sobre elenco e comissão técnica.
Ao apito final, as arquibancadas refletiram o descontentamento. Vaias e cobranças ecoaram, evidenciando a insatisfação com o rendimento da equipe. Agora, além da disputa pela vaga, o Santos leva para Curitiba o peso da desconfiança de sua torcida em busca de uma resposta dentro de campo.
