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Diretor do Palmeiras questiona arbitragem por lance anulado diante do Remo

Diretor do Palmeiras critica decisão da arbitragem e do VAR em lance que anulou gol de empate nos acréscimos contra o Remo pelo Brasileirão.
Diretor do Palmeiras questiona arbitragem por lance anulado diante do Remo
Foto: Reprodução

Resumo da Notícia

  • Palmeiras empata com Remo por 1 a 1 no Mangueirão em partida marcada por polêmicas de arbitragem.
  • Gol do Palmeiras nos acréscimos foi anulado pelo VAR após toque de mão de Flaco López.
  • Diretor de futebol do Palmeiras, Anderson Barros, criticou a decisão e alegou toque acidental.
  • Remo abriu o placar com Alef Manga, e Ramón Sosa empatou para o Palmeiras.
  • Jogo teve atraso de quase duas horas devido à forte chuva em Belém.
  • Zé Ricardo, do Remo, foi expulso após revisão do VAR por joelhada em Andreas Pereira.
  • Palmeiras segue líder do Brasileirão, mas vê vantagem diminuir para o Flamengo.
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O empate entre Remo e Palmeiras por 1 a 1, neste domingo, no Mangueirão, acabou deixando muito mais assunto fora das quatro linhas do que propriamente dentro delas. A partida da 15ª rodada do Campeonato Brasileiro ficou marcada por forte chuva, atraso de quase duas horas, polêmicas de arbitragem, intervenção do VAR e reclamaações duras do clube paulista após um gol anulado nos acréscimos.

Mesmo com o gramado encharcado em Belém, os dois times começaram o jogo em ritmo acelerado. O temporal obrigou a arbitragem a adiar o início da partida em cerca de 1h40, mas a intensidade apareceu logo nos primeiros minutos. O Remo aproveitou o embalo da torcida e abriu o placar praticamente no primeiro ataque da partida.

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Depois de boa troca de passes, Yago Pikachu encontrou Alef Manga na entrada da área. O atacante bateu colocado, sem chances para Carlos Miguel, e colocou o Leão Azul em vantagem logo no começo. O time paraense seguiu pressionando e ainda assustou o Palmeiras com chegadas de Patrick e Jajá, aproveitando os espaços deixados pela defesa adversária.

O Palmeiras demorou alguns minutos para entrar no jogo, principalmente por conta dos erros de passe e das dificuldades causadas pelo gramado pesado. Aos poucos, porém, o líder do Brasileirão passou a controlar mais a posse de bola e encontrou o empate aos 23 minutos da etapa inicial, em uma jogada construída após recuperação rápida no meio-campo.

Allan roubou a bola no ataque e acionou Ramón Sosa, que avançou pela esquerda e finalizou cruzado. A bola ainda desviou na defesa antes de morrer no fundo da rede de Marcelo Rangel. O empate recolocou o Palmeiras no controle da partida, principalmente nas bolas paradas e nas jogadas aéreas, setor em que o time paulista criou as melhores oportunidades.

A primeira etapa terminou em ritmo intenso, com divididas fortes, reclamações e muitas finalizações. Ao todo, os dois times somaram 14 conclusões ao gol antes do intervalo. O Remo ainda pediu pênalti em um lance envolvendo toque no braço de Marlon Freitas dentro da área, enquanto o Palmeiras respondeu em finalizações de Flaco López e Arias.

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Na volta para o segundo tempo, o Remo voltou melhor e quase retomou a vantagem. Patrick obrigou Carlos Miguel a fazer grande defesa em chute rasteiro, enquanto Marcelinho acertou o travessão em cabeçada perigosa. O Palmeiras encontrou dificuldades para acelerar o jogo e viu a equipe paraense crescer novamente diante da torcida no Mangueirão.

O cenário mudou aos 24 minutos da etapa final. Andreas Pereira sofreu uma joelhada nas costas de Zé Ricardo em um lance sem disputa de bola. Inicialmente, o árbitro Rafael Klein aplicou apenas cartão amarelo, mas foi chamado pelo VAR para revisar a jogada. Após analisar as imagens, o árbitro retirou o amarelo e expulsou o volante do Remo.

Com um jogador a mais, o Palmeiras passou a ocupar o campo ofensivo durante quase todo o restante da partida. O time pressionou em sequência, especialmente nas cobranças de escanteio, enquanto o Remo tentava se defender e apostar em contra-ataques rápidos com Jajá e Alef Manga para aliviar a pressão.

A grande polêmica aconteceu já nos acréscimos. Após cobrança de escanteio, Flaco López desviou a bola na primeira trave e Bruno Fuchs aproveitou a sobra para marcar o gol que daria a vitória ao Palmeiras. No entanto, o VAR identificou um toque no braço do atacante argentino antes da finalização do zagueiro e recomendou a revisão do lance.

Rafael Klein confirmou a anulação do gol dentro de campo, decisão que provocou revolta imediata dos jogadores, da comissão técnica e da diretoria palmeirense. Anderson Barros, diretor de futebol do clube, afirmou que o Palmeiras foi prejudicado e leu trechos da regra da Federação Internacional de Futebol para defender que o lance deveria ter sido validado.

Segundo Barros, o toque foi acidental e ocorreu antes de a bola sobrar para outro jogador concluir a jogada. O dirigente cobrou providências da Confederação Brasileira de Futebol e da comissão de arbitragem, afirmando que erros desse tipo interferem diretamente na disputa do campeonato e podem custar pontos decisivos na corrida pelo título nacional.

A reclamação ganhou ainda mais força porque foi o segundo jogo consecutivo em que o Palmeiras teve um gol invalidado por toque no braço em lances revisados pelo VAR. Na rodada anterior, diante do Santos, outro gol palmeirense também acabou anulado por infração semelhante, aumentando a insatisfação interna no clube.

Apesar da frustração, o Palmeiras segue na liderança do Campeonato Brasileiro, agora com 34 pontos, mas viu o Flamengo diminuir a diferença para quatro pontos após vencer na rodada. Já o Remo permanece na penúltima colocação, com 12 pontos, mas deixou o gramado do Mangueirão com sensação de competitividade diante do líder da competição.

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