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Corinthians domina clássico contra o São Paulo e respira no Brasileirão

Em um clássico eletrizante, o Corinthians superou o São Paulo por 3 a 2 na Neo Química Arena, conquistando uma vitória crucial para se afastar da zona de rebaixamento no Brasileirão.
Corinthians domina clássico contra o São Paulo e respira no Brasileirão
Foto: Rodrigo Coca/Agência Corinthians

Resumo da Notícia

  • Corinthians vence o São Paulo por 3 a 2 em um clássico movimentado na Neo Química Arena.
  • A equipe alvinegra demonstrou superioridade em campo, especialmente no segundo tempo, garantindo a vitória.
  • Gols de Raniele, Matheuzinho (2) e Breno Bidon para o Corinthians; Luciano e gol contra de Matheuzinho para o São Paulo.
  • O resultado tira o Corinthians da zona de rebaixamento, enquanto o São Paulo amplia o jejum de vitórias.
  • Partida foi marcada por paralisações, discussões e intervenção do VAR.
  • Ambos os times agora focam na Copa do Brasil.
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O clássico entre Corinthians e São Paulo Futebol Clube, disputado na Neo Química Arena, teve todos os ingredientes de um grande Majestoso. Em uma noite marcada por tensão, discussões, paralisações e cinco gols, o time alvinegro venceu por 3 a 2 e transformou um duelo decisivo da parte de baixo e de cima da tabela em um dos jogos mais movimentados do Brasileirão até aqui.

O placar apertado até sugere equilíbrio, mas dentro de campo o Corinthians foi superior durante a maior parte da partida. A equipe comandada por Fernando Diniz mostrou intensidade, pressionou a saída de bola rival e criou as melhores oportunidades, principalmente no segundo tempo, quando praticamente definiu o confronto em poucos minutos.

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Mesmo vivendo pressão na competição, o Corinthians entrou em campo com postura agressiva. A marca do novo trabalho de Diniz apareceu novamente: saída rápida, troca curta de passes e aproximação ofensiva constante. O São Paulo, treinado por Roger Machado, encontrou dificuldades para encaixar os contra-ataques e demorou para reagir no clássico.

A primeira grande oportunidade, porém, foi tricolor. Ferreira recebeu pela direita, puxou para o meio e bateu colocado, obrigando Hugo Souza a fazer uma defesa difícil no ângulo. A resposta corintiana veio em velocidade, especialmente com Yuri Alberto e Garro acelerando pelos lados e explorando os espaços deixados pela defesa são-paulina.

O Corinthians abriu o placar aos 16 minutos. Em cobrança de escanteio de Rodrigo Garro, Raniele apareceu livre na primeira trave e desviou de cabeça para vencer Rafael. O gol inflamou a Neo Química Arena, e o time da casa quase ampliou pouco depois, quando Yuri Alberto saiu cara a cara com o goleiro, mas acabou travado pela marcação antes da finalização.

Apesar do domínio corintiano, o São Paulo encontrou o empate justamente pressionando a saída de bola adversária. Raniele errou dentro da própria área, Bobadilla roubou a posse e serviu Luciano, que apenas completou para o gol. O lance mudou completamente o clima do clássico e desencadeou uma enorme confusão dentro de campo.

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Na comemoração, Luciano correu até a bandeirinha de escanteio do Corinthians, fez gestos em direção à torcida e viu objetos serem arremessados no gramado. Calleri acabou atingido, jogadores iniciaram empurrões e o árbitro Anderson Daronco precisou interromper a partida por cerca de dez minutos. O VAR ainda analisou um possível gesto obsceno de Bobadilla, mas o árbitro decidiu não aplicar punição.

O segundo tempo começou com novo atraso. Torcedores lançaram rolos de papel atrás do gol defendido pelo São Paulo, paralisando novamente a partida. Quando a bola voltou a rolar, o Corinthians retomou o controle do jogo de maneira avassaladora e praticamente liquidou o clássico antes dos 15 minutos.

Aos seis minutos, Matheuzinho protagonizou um dos lances mais bonitos da noite. O lateral tabelou pela direita, deixou Ferreira no chão com um corte seco e acertou um chute forte para colocar o Corinthians novamente em vantagem. O gol incendiou o estádio e abalou de vez o sistema defensivo são-paulino.

Pouco depois, Breno Bidon ampliou em uma jogada construída desde o campo defensivo. O Corinthians atraiu a marcação, acelerou com Garro e encontrou o volante livre pelo meio. Bidon dominou e bateu colocado, sem chances para Rafael. O 3 a 1 refletia a superioridade alvinegra e fazia a torcida gritar “olé” nas arquibancadas de Itaquera.

O São Paulo pouco produzia ofensivamente e encontrava dificuldades para assustar Hugo Souza. Roger Machado tentou mexer na equipe durante a etapa final, mas o Tricolor seguia travado na criação. A única esperança apareceu já nos minutos finais, em uma bola parada cobrada por Cauly para dentro da área.

Aos 43 minutos, Matheuzinho tentou afastar o cruzamento e acabou marcando contra o próprio patrimônio, recolocando o São Paulo no jogo. O gol trouxe tensão para os instantes finais, mas o Corinthians conseguiu controlar a pressão, administrou a vantagem e confirmou uma vitória importante diante de sua torcida.

O resultado encerra uma sequência complicada do Corinthians e tira o clube da zona de rebaixamento, levando a equipe aos 18 pontos no Brasileirão. Já o São Paulo permanece com 24 pontos, amplia o jejum sem vitórias e vê crescer a pressão sobre Roger Machado. Agora, os dois rivais voltam suas atenções para a Copa do Brasil: o Timão enfrenta o Barra em Itaquera, enquanto o Tricolor encara o Juventude, em Caxias do Sul, defendendo a vantagem construída no jogo de ida.

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